CASAMENTO GREGO 2: Não deixe NINGUÉM te mudar

"A família Portokalos se reúne novamente, só que agora o motivo é o matrimônio dos pais de Toula, que acabaram de descobrir que seu casamento de tantos anos nunca foi oficializado."
Assista ao trailer
Olá leitores!
Recentemente assisti pela segunda vez ao filme Casamento Grego, o qual já comentei por aqui. Não resisti e tive que ir correndo assistir a continuação, que me surpreendeu e trouxe uma nova roupagem para a história da família grega Portokalos. Geralmente continuações não costumam agradar o púbico e, às vezes, nem aos fãs, mas posso dizer que se tratando de Casamento Grego 2 você terá uma surpresa bastante positiva

O seu estilo de comédia, vinda do primeiro longa, continua na mesma essência, trazendo piadas que mesclam relacionamentos amorosos com intrigas familiares. Admito que teve uma ou duas piadas ditas pelo Gus Portokalos que novamente me incomodaram por terem um tom machista, mas, contrapondo, as personagens femininas conseguiram se sobressaltar, mostrando o quanto ele sempre esteve errado. Como diz a Tia Voula: "As mulheres da família Portokalos são fortes". E por causa disso ganharam um grande espaço no meu coração e na minha lista de favoritas.

Nesse segundo filme a história não focará em Toula, como no anterior, mas sim em sua filha adolescente, praticamente o seu espelho, e em sua mãe, que enfrentará os dilemas do casamento e descobrirá que, na verdade, nunca esteve oficialmente casada com o marido. 

No caso da Paris, filha da Toula, demonstrará a dificuldade em se encaixar e de se encontrar em si mesma, mostrando a relação entre família e adolescência de uma forma totalmente real e tocante, além também de deixar claro que não quer arrumar um namorado por agora, muito menos grego (algo que a família insiste em lembrá-la todos os dias). Lembrando que a relação de Paris com Toula lembra bastante aquela exposta no primeiro filme entre Toula e seu pai Gus. Do outro lado encontraremos Maria, avó de Paris, recebendo a notícia de que seu casamento de tantos anos na verdade nunca foi oficializado, ou seja, ela está solteira durante todos esses anos, e será a partir dessa notícia que ela começará a enxergar "com outros olhos" o casamento e o seu papel dentro dessa relação, criando dúvidas e perguntas sobre qual é o verdadeiro significado de estar casada.
Reprodução: Google
Para deixar o post de uma forma mais dinâmica decidi citar 3 lições que extraímos com a personagem Paris e podemos levar como inspirações para a vida. Paris está no seu último ano do colegial, preparando-se para escolher uma faculdade e começar com a vida adulta. Como bem sabemos, esse período da nossa vida não é nada fácil, pois escolher um ramo profissional o qual vamos nos dedicar pelo resto da vida não é uma decisão simples e, muito menos, rápida. Paris se encontra no dilema de ir para uma faculdade perto de casa e continuar seguindo as opiniões e decisões de sua família ou ir para uma faculdade em outra cidade longe de seus parentes. Você escolheria agradar a sua família ou seguir o seu sonho a procura de liberdade?

1. Escolha o destino que lhe agrada.
Muitas vezes escolhemos um curso por impulso, aquele "calor do momento", outras vezes escolhemos o nosso ramo profissional por conta da pressão familiar, e em nenhum dos dois casos você será feliz e realizada. Esse é o dilema principal da Paris: ir para uma faculdade perto ou longe da família. Acredito que a mensagem que ela passa através de uma cena em que conversa com a bisavó é de grande importância, dando ênfase que você tem que fazer aquilo que te deixa feliz e não o que os outros querem, afinal, você precisa agradar apenas a si mesma. Paris tem receio de arriscar um novo caminho e decepcionar/magoar a família por causa da distância, mas ela escolhe o que é melhor para ela e o que irá lhe agregar no futuro, algo que você também deve fazer.

2. Você não irá ficar "para titia".
Assim como Toula, mas com uma idade bastante inferior a mãe, Paris também sofre com a pressão da família em arranjar um namorado grego. Estando na faixa dos 16/17 anos, Paris é lembrada constantemente pelo avô que está ficando velha demais para arranjar alguém e que se caso não se apressar nunca encontrará um marido "decente". Se lembram do mesmo discurso explorado no primeiro Casamento Grego, que dissequei no primeiro post? Ele irá se repetir aqui, mas com ainda mais influência e intensidade, já que a menina ainda está na adolescência. 
Paris não discute e nem se importa em ficar ressaltando que essa precisão de ter um namorado não está em seus planos no momento, isso será perceptível através de sua personalidade, caras e bocas, e decisões para o futuro. Por mais que aconteça um romance entre ela e um outro garoto, mais ou menos na última meia hora do filme, essa "relação" não é o foco da história e muito menos a preocupação da personagem. É apenas um desfecho onde mostra a Paris conhecendo alguém e conversando com uma pessoa que não seja de sua família, podendo assim se expressar como ela sempre quis. 

3. Família é importante sim!
Não importa o quanto você pense que os seus familiares são esquisitos e que pegam no seu pé demais, ou até mesmo que fazem você passar vergonha em público. Naturalmente quando se é adolescente a vida aparenta não dar certo e a família aparenta estar ali apenas para te encher o saco. Acredite, eu também já senti esse mesmo sentimento, assim como a Paris está sentindo isso no momento. E acredite também quando digo que isso irá passar, chegando o momento em que você valorizará a sua família e entenderá o porquê de tudo
Casamento Grego, tanto o primeiro como também o segundo, se preocupa em mostrar esse lado "bagunceiro" da família, mas também o lado unido, sempre colocando em ênfase a importância de todos estarem juntos. Então, acima de todos os assuntos que o filme aborda, o da família é o central.
Reprodução: Google
Porém, não é apenas com Paris que temos muito a aprender, pois a sra. Maria Portokalos também indagará as funções da mulher dentro da família e colocará em dúvida o verdadeiro significado de um casamento. Em uma cena específica, na realização do matrimônio da sra. e do sr. Portokalos na igreja, Maria fica em dúvida se deve ou não prosseguir com o casamento, percebendo uma nova visão sobre o seu papel como mulher. Então o seu dever como esposa é cozinhar, limpar a casa e cuidar do marido? Essa é a sua função? Quando ela poderá viver e ser a mulher que sempre esteve aprisionada dentro de si? Esse foi um ponto que me surpreendeu no filme, já que não esperava um debate desse tipo.

Por mais que o filme tenha foco em ser uma comédia romântica com elementos já vistos em outros longas, acredito que esse tem o seu diferencial entre os demais, justamente por causa dos elementos que explorei. Para mim, é difícil encontrar uma continuação que chegue ao mesmo nível do seu antecessor, porém nesse caso eu adorei ambos os filmes, tendo a singela impressão que as duas histórias se completam. É importante citar que o roteiro desse segundo foi escrito pela própria Nia Vardalos, a atriz que interpreta a Toula, baseado em sua experiência como mãe. Também é ótimo rever todos os atores novamente, já que os filmes têm um intervalo de 14 anos, e perceber como cada personagem evoluiu e seguiu a sua vida.
Quis explorar um pouco além da história e mostrar que há mais assuntos abordados por baixo dos romances do que inicialmente esperamos e enxergamos. Espero que ao assistirem as indicações de ambos os filmes sintam-se tão bem quanto eu me senti e extraiam as sensações e aprendizados que eu absorvi. Que o amor próprio sempre esteja com vocês! E nunca se esqueça que você é tudo, e isso basta

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