FAVORITOS DO MÊS: Março/2018


Olá leitores!
Mês passado fiquei um pouco ausente por aqui, o que não foi planejado. Era para ser um mês repleto de indicações especiais e análises mais profundas que lhes despertassem vontade de pesquisar sobre os assuntos propostos, isso para comemorarmos o Dia das Mulheres. Porém algumas coisas inesperadas acabaram acontecendo e transformando a minha rotina: fui chamada para substituir uma professora de português durante alguns dias, algo que me daria a minha primeira experiência dentro de sala de aula após estar formada. Então é claro que eu aceitei. Mesmo sendo algo gratificante e novo para mim, por fim se tornou também um desafio, e por isso tive que dar uma atenção maior às aulas e deixar os outros afazeres de lado.

Mas agora estou de volta novamente e pretendo fazer dessa experiência profissional um meio de auxiliar os outros novatos. Por aqui eu comecei abril com uma resenha literária do incrível livro O Gabarito e com as minhas primeiras impressões sobre o livro de comédia romântica Mal Amada, ambos nacionais. Além disso, também estou com grandes ideias e algumas surpresas em mente. 

Pretendo, quem sabe, liberar posts sobre a minha experiência como professora, já que está sendo algo totalmente novo e inesperado para mim. Como eu não falo com frequência por aqui sobre minha formação, estou planejando posts dedicados ao curso de Letras e sobre o TCC (o temível trabalho de conclusão de curso), principalmente para ajudar aqueles que estão nervosos e não sabem por onde começar.  Então, por favor, me digam se esse assunto interessa à vocês e o que vocês acham sobre algumas semanas especiais dedicadas à isso. A opinião de vocês é muito importante para mim.

Deixando os avisos de lado, vamos aos meus favoritos do mês de março?
Reprodução: Google
Mesmo atarefada, consegui assistir filmes realmente bons e que me agradaram, dois deles estando nessa lista de hoje. Logo no primeiro dia do mês eu conheci Mallory e Mickey (esses dois da foto acima), um casal de assassinos que viajam por aí procurando por novas vítimas. Falar sobre o filme Assassinos por Natureza é fácil e difícil ao mesmo tempo, pois mesmo sendo uma história tipicamente simples, o enredo acaba indo por caminhos inesperados e até mesmo bizarros. Mallory foi criada em um ambiente hostil e obrigada a conviver com um pai abusivo, tendo uma mãe silenciada e que aceitava de bom grado todos os abusos do marido perante a filha. Ela se liberta de sua família quando, de um jeito totalmente inesperado e rápido, conhece Mickey e começa um relacionamento com o mesmo.
Assassinos por Natureza tem as medidas certas de sangue, cenas bizarras e cômicas, personagens carismáticos (e loucos) e uma trilha sonora de se maravilhar, tudo que eu mais gosto em uma trama nesse estilo. Automaticamente entrou para a minha lista de favoritos e de filmes que quero re-assistir muitas vezes mais. Se você gosta, por exemplo, dos filmes dirigidos e criados por Quentin Tarantino, meu diretor preferido, Assassinos por Natureza foi feito especialmente para você, assim como para mim.

Em controversa, também me apaixonei por Your Name, uma animação japonesa que está fazendo muito sucesso e conquistando muitos fãs. Nesse longa temos Mitsuha, uma garota que vive em uma cidade pequena, mas que tem o sonho de morar em Tóquio; e Taki, um garoto que mora em Tóquio, mas que sente que ainda falta algo em si. A vida desses dois personagens irão se cruzar, porém não de uma maneira convencional: os jovens trocarão de corpos, vivendo assim a vida um do outro durante alguns dias. Embora essa possa até parecer a premissa principal, a animação consegue criar uma história profunda e cheia de significados, fazendo com que Mitsuha e Taki descubram a si próprios e criem um laço de amizade muito forte. Além, é claro, de trazer surpresas ao longo da história e deixar o telespectador de boca aberta em determinados momentos.
A história também trata sobre a cultura cultivada pela família de Mitsuha e o quanto isso afetou e ainda afeta a sua vida; e sobre a vivência de Taki na cidade grande, que mesmo tendo "tudo" acaba por não ter nada. Outro ponto que também é importante ressaltar é que o filme aborda a lenda sobre o fio vermelho do destino, aquele fio invisível que supostamente liga duas almas gêmeas desde o nascimento. É interessante se ater aos detalhes de Your Name e pesquisar mais sobre a lenda e seu significado dentro do filme. Mesmo que seja um filme inteiramente fofo, saiba que também poderá arrancar algumas lágrimas. E que quando você terminar de assisti-lo perceberá que o título faz total sentido com a trama.

Irei pular exatamente para as músicas que mais ouvi, pois há uma certa ligação com o tópico acima. Logo que descobri Assassinos por Natureza a trilha sonora me chamou bastante atenção. Foi então que comecei a escutá-la no Spotify e percebi que não passava uma semana sem colocá-la no replay, ou seja, também se tornou favorita em minha vida. As músicas são animadas e têm uma "pegada" rock que eu adoro. Mas nessa trilha sonora há um diferencial das demais: entre as músicas há os diálogos e falas de Mallory e Mickey, fazendo assim com que nos lembremos exatamente da cena em que a música foi tocada. Isso não é demais? Para aqueles que ficaram curiosos, deixo como recomendação. E prepare-se para também se tornar um viciado.
Reprodução: Google
2018 está sendo um ano bom para leituras, pois até o momento só tenho tido contato com histórias inspiradoras, cativantes e que me deixaram boas impressões. Ainda melhor foi ter os meus primeiros favoritos do ano, dois só em março. Consegui diversificar bastante no mês passado e intercalar entre livros e quadrinhos e, acredito que por isso, tive um favorito de cada lado.
Primeiramente dando foco ao livro, em meu grupo de leitura o escolhido para o mês de março foi Hibisco Roxo, da autora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie, especialmente para comemorarmos o Dia da Mulher. Um livro intenso, tocante e revoltante. Nessa história conheceremos a narradora Kambili e sua família, residentes da Nigéria. A família de Kambili segue o Cristianismo, porém de uma maneira totalmente tóxica e nada saudável. Eugene, seu pai, é um homem abusivo e que trata a educação dos filhos à base de fanatismo e violência. Através dessa trama a autora trabalhará assuntos como colonização, fanatismo religioso, violência domiciliar e o papel da mulher perante a sociedade machista
Chimamanda sabe chocar, mas também sabe tocar no seu eu mais profundo. A leitura me deixou desconfortável em vários momentos, tendo apenas sentido isso enquanto lia Precisamos Falar Sobre o Kevin (um dos favoritos do ano passado). Acima disso o sentimento que se tornou mais frequente enquanto conhecia a história de Kambili foi a revolta. Revolta por um pai ser tão sádico e achar que a violência é educação; revolta pela protagonista ter 15 anos e admitir que nunca sorriu; revolta por sentir que a família sobrevive à base do medo e da opressão; revolta por pensar que ainda existe casos como esse
É importante alertar que o livro poderá ter gatilhos de abuso e violência, então, caso você não possa ter contato com esse tipo de conteúdo é melhor não arriscar a leitura. Aos demais eu só peço que leiam e conheçam essa história maravilhosamente triste e se deixem ser inspirados por alguns personagens secundários. Em breve sairá uma resenha completa da obra por aqui.

Sobre a HQ queridinha do mês me contento em dizer que é o segundo volume de Preacher, publicado pelo selo Vertigo. Para aqueles que me conhecem ou que acompanham o blog há mais de um ano sabe que a série Preacher, inspirada nos quadrinhos de mesmo nome, está entre as séries da minha vida. E que por isso decidi conhecer a base dessa história, o qual já sabia que também iria adorar. Comecei a ler o quadrinho no ano passado, mas como tem vários volumes fora de estoque estava querendo dar um tempo até completar a coleção. Não resisti e peguei o segundo para ler. Não me arrependi. Foi ainda melhor que o primeiro. Me assustei, me diverti e ao final já estava com vontade de continuar os próximos volumes imediatamente. Não posso dizer muito, pois não quero estragar a experiência daqueles que pretendem começar a ler, mas posso dizer que o trio Jesse, Tulipa e Cassidy está ainda melhor e mais baderneiro do que antes. Há também algumas revelações sobre o passado dos três e temos um contato mais profundo sobre a infância de Jesse Custer, conhecendo assim a sua avó materna e os seus métodos para criar o neto. É extremamente perturbador, mas ao mesmo tempo incrível. Para quem gosta de histórias mais bizarras e cômicas, essa é recomendável de olhos fechados.

Irei repetir o game favorito de fevereiro, mas é que em março eu o finalizei e, logo, fiquei com saudades: Red Dead Redemption. Não esperava gostar tanto como acabei gostando. Levo comigo um carinho enorme pelo protagonista, sr. Marston, e pelos personagens secundários, que com suas peculiaridades acabaram me conquistando. O final me deixou bastante destruída, admito. Mas fiquei com uma leve vontade de jogá-lo desde o começo e viver no velho-oeste um pouco mais. Agora a ansiedade para o segundo aumenta cada vez mais e eu só quero tê-lo em minhas mãos para matar a saudade daquele ambiente. Em breve sai um post sobre o game e todas as minhas impressões sobre essa história. Sei que o jogo já é bastante conhecido pelos adoradores de vídeo-game, mas me sinto na missão de continuar espalhando a sua palavra por aí. Quanto mais forasteiros conquistarmos, mais corações iremos tocar.
Demorou só um pouquinho, mas o post saiu! Aproveitem para me contar quais foram os seus favoritos de março e o que descobriram de mais legal no mês que se foi. Já guardarei as dicas e as colocarei em prática ainda esse mês (depois da minha maratona para Guerra Infinita, claro). Conto com a interação de vocês!


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2 comentários:

  1. Olá
    Eu me apaixonei por Your Name. Eu quero ler tudo da Chiamamanda (não tenho ideia se escrevi isso certo). Ela é maravilhosa, simples assim.

    Vidas em Preto e Branco

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    Respostas
    1. Oi, Lary!
      Your Name é lindo, né? Fiquei apaixonada também! Vontade de sair indicando para todo mundo, hahaha. E também estou assim em relação a Chimamanda. Depois que li Sejamos Todos Feministas eu quero sair lendo todas as obras dessa mulher!

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