Entrevista: Autora Ana Luisa Tavares


Olá leitores!
Para a entrevista desse mês, em parceria com o Projeto Eco Literário, a autora convidada é a Ana Luisa Tavares, escritora do livro Pétalas de Sangue – Cidade das Gangues. Acredito que é sempre bom conhecer novas autoras, principalmente quando são nacionais, e prestigiar o trabalho tão bem feito e repleto de carinho que elas fazem para nós.

Esse ano está sendo maravilhoso para mim, pois estou tendo a chance de entrar ainda mais no mundo da Literatura Nacional e conhecer autoras que antes não havia ouvido falar. Mais legal ainda é poder compartilhar com vocês as minhas descobertas e apresentá-los novas leituras. Isso é uma ótima oportunidade para sairmos da mesmice do mercado literário, onde valorizam autores de outros países, os tais best-seller, mais do que os nossos conterrâneos. Venho tentando mudar isso por aqui e espero que vocês estejam gostando dessa nova fase.

Mas, então, vamos conhecer a autora escolhida de hoje?

1) Para mim e os leitores te conhecerem melhor, conte-me um pouco sobre você: hobbies, livros e autores preferidos, manias de escrita, etc. 
Me chamo Ana Luisa Tavares e sou uma escritora paraibana. Atualmente tenho 26 anos e estou cursando medicina. Me considero tímida e calada, mas observo bastante as coisas ao redor. Gosto da cultura asiática em geral. Curto mangas, animes, k-pop, seriados, livros, desenho, pintura, ar fresco, parques e museus. Comecei a escrever no ensino médio com cerca de 16/17 anos e publiquei meu primeiro livro em 2015. Considero meus principais hobbies a leitura, desenhar, escrever, assistir seriados ou animações com teor psicológico e viajar. Em questão de livros, os meus favoritos são a série de Percy Jackson, toda a série de Harry Potter, Hamlet e Os sete. Em relação aos autores, no momento são Rick Riordan, J. K. Rowling, Shakespeare e André Vianco
Desde que comecei a escrever sinto que me tornei mais observadora. Não sei dizer se tenho exatamente manias, mas as vezes me pego anotando alguma frase, detalhe da paisagem ou algo parecido para lembrar depois quando estiver escrevendo. Também tenho certo costume de escutar música enquanto escrevo. 

2) Com qual idade você começou a se interessar pela escrita e o que lhe motivou a começar a escrever a sua primeira história? 
Comecei a escrever no ensino médio com cerca de 16/17 anos quando uma colega de classe me convidou para fazer uma história em quadrinho no estilo japonês. Eu fiquei responsável pelo roteiro e ela pelos desenhos. Infelizmente, a ideia não seguiu para frente e perdemos total contato ao fim do ensino médio. Mesmo assim continuei escrevendo, pois me apeguei bastante a história e queria termina-la. 

3) O que mais lhe inspira para escrever? 
Tiro inspiração de muita coisa, como meu cotidiano, o que observo ao redor, o que assisto, escuto e vejo. Não sei ao certo se tem algo específico que mais me inspira. Talvez seja a música e ambientes naturais como um parque. Porém minha mente quase sempre está me levando a um mundo diferente do real. Fica um pouco difícil definir. 

4) Qual gênero você mais gosta de se aventurar na escrita e por quê? 
Tenho uma preferência pela fantasia e aventura. Primeiro porque é um dos gêneros que mais gosto de ler. Além disso, é a que me permite usar o máximo da minha criatividade e construir mundos completamente novos, repletos de magia e seres incríveis. Me permite colocar magia em tudo aquilo que vejo ao meu redor. 

5) Divida conosco um pouco sobre a história dos seus livros. 

Minha principal obra é a saga Pétalas de Sangue cujo primeiro volume foi lançado de forma independente de editora. Nessa saga conto a história de uma guerra entre duas gangues para conseguir o poder de um cristal desconhecido, sendo protagonizada por um grupo de adolescente bem diversificado tanto em relação ao gênero, sexualidade, etnia e classe social. Trabalho fantasia e aventura com mesclas de comédia, romance e drama psicológico. 

6) Atualmente você tem alguma história em andamento? Se sim, poderia nos contar um pouco sobre? 
Sim. Atualmente continuo a escrever a saga Pétalas de Sangue. Já estou escrevendo o terceiro volume enquanto reviso e dou os retoques necessários no segundo volume. Nos próximos volumes os jovens terão que enfrentar novos perigos e dilemas ainda mais profundos. Serão obrigados a fazer escolhas que trarão consequências pesadas e que afetarão muitos. Por fim, mistérios dos estranhos azaranianos são revelados e trago um pouco mais de sua cultura e poderes. Além disso, estou me aventurando na área dos contos, mas ainda são poucos. 

7) Como a sua família reagiu quando soube que você queria seguir a carreira de escritor(a)? Teve alguma reação negativa ou desmotivadora? 
Minha família foi ótima. Não sei dizer se ficaram surpresos ou algo do tipo, mas nunca me desmotivaram. Pelo contrário, me ajudaram e se fizeram presentes em todo o momento. Continuam do meu lado mesmo com todas as dificuldades que aparecem. 

8) Quais conselhos você divide com os novos escritores? Tanto no meio da escrita como também sobre publicação, criatividade, etc. 
Antes de tudo acredite em si e em suas histórias. Isso pode soar bem clichê, mas acaba sendo um ponto essencial. Queremos criar histórias incríveis e perfeitas, mas sempre vai ter algo que não vai agradar alguém. Isso acontece em tudo que se faz na vida. Mesmo assim não deixe de acreditar em suas ideias. Elas podem te levar muito longe. Divirta-se enquanto escreve. Sei que pode ser estressante e muito cansativo às vezes, mas tente sempre achar o lado divertido de estar ali interagindo com os tantos personagens em sua mente. Descanse bastante quando precisar e observe tudo a sua volta. Mesmo a mente mais criativa precisa parar um pouco e a inspiração pode vir dos lugares mais improváveis. Se arrisque e aproveite todas as oportunidades que surgir. Isso envolve os concursos literários. Mesmo quando o tema for algo que você não curte muito ou não é familiarizado. Vai forçar sua criatividade e expandir os horizontes. 

9) E para finalizar: nos indique um livro especial para você e nos conte um pouquinho da sua história com o mesmo. 
O Último Adeus, da autora Cynthia Hand. Li esse livro no começo de 2017 e me emocionei muito com ele. Cheguei ao ponto de chorar em algumas partes. Basicamente conta a história de uma garota que tem que lidar com o suicídio do próprio irmão. Quando vi que se tratava dessa temática ainda hoje polêmica me interessei e foi uma leitura maravilhosa. A autora, ao meu ver, conseguiu passar toda a angústia, dúvida, dor e confusão que uma pessoa enfrenta após perder um ente querido para o suicídio. Meu interesse pessoal nesse tema é ainda maior pelo fato de estar próximo de me formar em medicina e seguir para a residência de psiquiatria. Tenho como um dos meus grandes objetivos ser uma psiquiatra e estudar bem mais a fundo essa temática que traz imenso sofrimento e tira muitas vidas.




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2 comentários:

  1. Que bacana! Acho super legal autores nacionais, tenho amigos nesse ramo e apesar de ainda existir muito preconceito vejo que estão cada dia mais abrindo as portas para eles!
    Beijão!

    https://www.talvezgeek.blogspot.com

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    1. Eu gosto de valorizar nosso autores nacionais! Acho que lemos tanto obras vindas de fora que esquecemos do que é produzido por aqui. E sim, o preconceito ainda permanece, e eu não consigo entender o motivo. Mas espero que isso vá se dissipando com o tempo e que esses autores ganhem mais espaço dentro do mercado literário.

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