17 de janeiro de 2017

Resenha: "Até mais, e obrigado pelos peixes" - Douglas Adams


Reprodução: Google


Até mais, e obrigado pelos peixes!
Autor: Douglas Adams
Editora: Arqueiro
Ano: 2010
Minha classificação: ★★★ (3/5)

ATENÇÃO: Esta resenha poderá conter spoilers dos livros anteriores, então, leia ciente disso.

Até Mais, e Obrigado pelos Peixes é o quarto livro da "trilogia de cinco" O Mochileiro das Galáxias, escrito por Douglas Adams. Neste livro, mais uma vez, acompanharemos o humano Arthur Dent em mais uma de suas aventuras, porém agora de volta à Terra.

Pela sua própria escala pessoal de tempo, até onde conseguia calcular, vivendo como ele vivera sob as rotações alienígenas de sóis distantes, estivera fora de circulação por oito anos, mas quanto tempo havia de fato passado ali, disso não fazia a menor ideia. Na verdade, os acontecimentos em si estavam além da sua exausta compreensão porque aquele planeta, o seu lar, não deveria estar lá.

Arthur Dent chega à Terra. Seu lar, àquela que foi destruída pelos vogons há oito anos atrás. Mas, se foi destruída como ainda poderia estar ali, intacta, com todas as pessoas que Arthur conhecia anteriormente? Sua casa ainda está no mesmo lugar, os móveis estão conservados e cobertos por poeira, nada foi quebrado ou remexido, o seu lar continua sendo o seu lar. Mas, mesmo as coisas parecendo normais, algo não está se encaixando na cabeça de Arthur, e sua mente lhe diz que tem algo muito errado com essa "nova" Terra.

Mudanças à parte, depois que Arthur aterrissa na Terra para chegar até o destino da cidade onde um dia morou ele procura por uma carona, conseguindo despertar a bondade de Russell, um cara que, mais para frente, ele percebeu ser um "pé no saco". Porém, Russell não estava sozinho no carro, e no banco de trás dormia sua irmã sedada por remédios e acusada de ser louca. Fenny, assim chamada por ele, logo chamou a atenção de Arthur e fez com que ele sentisse o amor pela primeira vez (mesmo desacordada e desconhecendo a presença daquele homem desconhecido, sujo e mal vestido). 

Depois de dias tentando esquecer tudo que havia acontecido durante o tempo que ficou longe dali e voltar à sua rotina de antigamente, Arthur ainda se vê perdido em pensamentos que sempre levam à garota do carro. Mesmo não conhecendo mais sobre ela, Arthur sentia que os dois tinha uma conexão, uma história. E por isso, decidiu procurá-la e encontrá-la mais uma vez. 

Dessa vez o foco da história será somente em Arthur e uma grande parte será reservada para o romance. Em pouquíssimos momentos iremos ter notícia do Ford Prefect até que consiga chegar na Terra, e quando chega já é o final do livro. Quanto ao casal Zaphod e Trillian, apenas serão mencionados em um momento específico da história, quando sabemos como e onde estão, porém não fica claro se é apenas uma especulação ou se é realmente verdade. O robô Marvin também não tem muito espaço nesse quarto livro, aparecendo apenas no último capítulo e dando a impressão de que será mais frequente no próximo. 

Minha opinião
A leitura foi mediana para mim. Demorei para conseguir engatar e me conectar com história, mas no final percebi que não consegui fazer nenhum dos dois. 
Eu gosto do Arthur Dent, ele é um personagem engraçado e extremamente humano, sempre fazendo piadas bestas e sendo ignorado pelas pessoas ao seu redor, e isso funcionava para mim nos livros anteriores, porém senti falta desse Arthur no quarto livro e achei-o monótono e chato. 
O romance que há entre o Arthur e a Fenny também não me agradou. Isso não é spoiler, pois fica explícito no primeiro "encontro" que, no futuro, eles serão um casal, ou algo parecido. Além do romance surgir e crescer muito rápido, não consegui sentir química entre eles. Não consegui acreditar nas palavras de amor de cada um e nem torcer para que ficassem juntos. A Fenny é uma personagem carismática e que te conquista com as loucuras dela, mas às vezes acaba sendo forçado. E o romance também.
Outro ponto que me decepcionou um pouco: para onde foram os outros personagens? Zaphod, Trillian e Marvin? Marvin é meu preferido e só teve destaque no final. Os outros dois se resumiram a serem somente citados. Nos capítulos finais o narrador dizia que se eu quisesse saber sobre o Marvin (e ignorar cenas de romance) era só pular para o último capítulo, e admito que fiquei relutante em fazer isso. Mas, não se preocupem, eu li tudo até o final. Só espero que no próximo, e último, livro o grupo de amigos se reúna novamente.
No geral, os livros estão decaindo para mim. Não vou desistir agora, afinal só falta um livro para terminar a série, então seguirei em frente, mas espero que seja melhor e tenha uma conclusão digna e satisfatória para os personagens. Afinal, essa série não é considerada um clássico da ficção científica? Preciso concluir e entender o porquê.

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