16 de setembro de 2016

#12mesesdePoe: O Caixão Quadrangular

Reprodução: Google


Conto O Caixão Quadrangular
Autor: Edgar Allan Poe
Minha classificação: ★★★★ (4/5)
O conto
O narrador-personagem irá nos contar sobre uma viagem que fez há anos atrás, de Carolina do Norte para Nova York, em um navio. Junto, além de várias pessoas, tripulantes e capitão, também embarcou o Sr. Cornélio Wyatt, um antigo amigo, com a esposa e irmãs. Ao descobrir que veria seu amigo novamente, observou que o mesmo havia reservado três cabines no navio, o que fez crescer nele uma grande dúvida e curiosidade: por que três cabines para quatro pessoas, quando em cada cabine há uma beliche de dois lugares? Quem estaria vindo com eles e por que não estava na lista de viajantes?
Talvez nosso narrador estivesse indagando perguntas que teriam explicações óbvias, como: a terceira cabine poderia ser para uma possível criada ou, já que o amigo era artista, poderia servir como um depósito para levar alguma pintura.
A curiosidade parecia ter se acalmado, e até passado, quando chegou o dia de sua viagem e foi então ao navio. Porém, toda aquela dúvida voltou ainda mais forte quando viu que o amigo, além de trazer a família, também era acompanhado de um caixão quadrangular.

Minha opinião
Este conto me surpreendeu bastante, principalmente no final. Todas as possibilidades que passaram em minha cabeça foram jogadas no lixo durante cada página que eu lia. Tudo que eu pensei que poderia acontecer não foi em nenhum momento exposto ou falado ou até mesmo julgado nas entrelinhas. Toda teoria que vinha em minha mente sobre o tal caixão quadrangular era desmentida e se tornada falsa, ou seja, eu não consegui prever o final e muito menos sobre o que o havia dentro do caixão.
Já aviso que talvez possa haver alguns pequenos spoilers a seguir, durante minha opinião, mas é porque não irei conseguir me expressar sem dar "pequenos" detalhes sobre as minhas reações e sentimentos durante a leitura. Provavelmente, tudo que direi não afetará em nenhum momento a sua leitura, mas fiquem avisados, caso eu fale um pouco demais.
O suspense dessa narrativa foi um dos pontos mais positivos que encontrei. O Poe consegue moldar o suspense muito bem, sempre dando detalhes que fazem nossa imaginação ir além, e ainda nos deixando cada vez mais ansiosos para saber a verdade sobre o tal caixão.
Admito que no primeiro momento, e quase até a última página do conto, eu pensei que a história era sobre vampiros ou criaturas da noite. E fiquei espantada quando descobri que tudo se tratava apenas de uma história sobre e com humanos, envolvendo algo que poderia acontecer normalmente com alguns de nós. Acredito que fale muito sobre perda, solidão e saudade. Sobre como perder alguém amado pode nos tornar loucos, melancólicos e muito além.
A cada conto que leio do Poe em primeira pessoa, imagino que há um pouquinho dele nas palavras. Ao meu ver, sempre há um pouco da vida nele nesses contos, e às vezes dá para percebermos a sua essência nos detalhes, ainda mais por causa de todas as coisas que ele viveu e sofreu. Também acredito que a perda do narrador do conto tem muita semelhança com a perda que o próprio Poe sofreu, já que ambos perderam o mesmo familiar. É como se o próprio Poe estivesse nos contando um pedaço do seu sofrimento, e talvez até como gostaria que tivesse terminado.

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2 comentários:

  1. Oii!
    Poe é tão maravilhoso, né? <3
    Ainda não li esse conto, mas lerei hoje ainda. haha
    Adorei sua resenha. ^^
    Beijo

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    Respostas
    1. Olá! É sim. <3 E seus contos são mais maravilhosos ainda, né? Espero que tenha uma ótima leitura e que também adore o conto.
      Obrigada! <3

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