12 de julho de 2016

Resenha: "O Restaurante no Fim do Universo" - Douglas Adams

Reprodução: Google



O Restaurante no Fim do Universo 
Autor: Douglas Adams 
Editora: Arqueiro 
Ano: 2009 
Minha classificação: ★★★★ (4/5) 
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Avisos importantes antes de ler esta resenha:
- Terá SPOILER do primeiro livro da série, O Guia do Mochileiro das Galáxias.
- Se você ainda não leu o primeiro livro, aconselho a não ler esta resenha.
- Confira a nossa resenha de O Guia do Mochileiro das Galáxias clicando aqui.
- E lembrem-se: não entrem em pânico!

O Restaurante no Fim do Universo é o segundo livro da série O Guia do Mochileiro das Galáxias, tendo o primeiro o mesmo nome que leva a série. Nele iremos continuar acompanhando o nosso humano Arthur Dent em sua jornada fora da Terra.

Logo no começo do livro nos deparamos com um mini resumo do que aconteceu no primeiro: a destruição da Terra; a entrada de Arthur Dent e seu amigo alienígena Ford Prefect na nave Coração de Ouro; o encontro entre eles e Zaphod Beeblebrox (o cara que roubou e está no comando da Coração de Ouro); a apresentação entre eles e os outros passageiros da nave, uma mulher chamada Trillian e Marvin um robô depressivo; e também uma parte da jornada deles em descobrir qual é a Resposta Final sobre a Vida, o Universo e Tudo Mais.
Admito que isso me ajudou bastante, pois boa parte havia fugido da minha memória durante esses meses que adiei a leitura da continuação da série.
"Exite uma teoria que diz que, se um dia alguém descobrir exatamente para que serve o Universo e por que ele está aqui, ele desaparecerá instantaneamente e será substituído por algo ainda mais estranho e inexplicável. Existe uma segunda teoria que diz que isso já aconteceu."  
A nave Coração de Ouro recebeu ordens de Zaphod Beeblebrox para ir até o Restaurante no Fim do Universo, mas por alguma razão desconhecida o computador da nave não pretende cumprir suas ordens, acontecimento que deixou-o extremamente irritado. Enquanto isso em algum outro lugar da nave, Arthur Dent estava tentando "ensinar" a máquina, que dizia saber fazer qualquer tipo de bebida, a fazer um chá descente e de preferência com um bom gosto.
Atrás da Coração de Ouro e seguindo-a, se encontrava uma nave vogon (aqueles seres repugnantes que destruíram a terra para construírem uma via expressa interestelar, ou pelo menos foi o que disseram). Estavam na cola do grupo, pois pretendiam matar Arthur Dent, o humano que deveria ter morrido junto com o seu planeta, e não importava que tivesse outras pessoas além dele dentro daquela nave, o objetivo era destruí-lo a qualquer custo. E foi com esse pensamento que decidiram atacar o Coração de Ouro e destruir tudo que havia dentro dela.
Quando o grupo dentro da Coração de Ouro perceberam que estavam sendo atacados por uma nave inimiga, Zaphod tentou novamente dar ordens ao computador, o que resultou novamente em respostas negativas e em nenhuma ajuda ou movimento de sua nave, criando um pânico geral entre todos. 
Sem saber o que fazer e ainda estando no comando, Zaphod pensou e decidiu que a única alternativa e a única chance que tinham de conseguirem sair dali vivos era se pedisse ajuda à seus antepassados, e claro, se eles aceitassem ajudá-los, afinal ele não era muito querido por sua família. Então Zaphod, Trillian, Ford e Arthur se reuniram em um círculo e realizaram uma sessão espírita, tentando ignorar todo aquele ataque e os poucos minutos restantes que ainda teriam de vida. Por sorte, um antepassado da família Beeblebrox apareceu, e depois de muita conversa sobre passado e objetivos futuros decidiu ajudá-los a continuarem vivos, mas não antes de Zaphood Beeblebrox prometer que retomaria a sua tarefa, aquela que foi o motivo de ele ter se tornado o presidente da Galáxia.
Logo que concorda em retomar seu objetivo, toda a explosão e ataque cessam. Porém, quando Arthur, Trillian e Ford recuperam a consciência percebem que um membro do grupo não está entre eles. 
Ao retomar sua consciência, Zaphod percebe que não está mais dentro da nave. Na verdade, ele percebe que se encontra em um lugar totalmente desconhecido.

Minha opinião
É muito bom conhecer a escrita e a mente de Douglas Adams, um autor que eu ouço tantas críticas positivas sobre. Também é ótimo estar conhecendo essa série que faz tanto sucesso por aí e que é tão aclamada no mundo de ficção científica. Como eu disse na resenha do primeiro livro (leia aqui), O Guia do Mochileiro das Galáxias foi o meu primeiro contato com este gênero, e atualmente continua sendo o único. Ficção científica não está na minha lista de gêneros preferidos, mas é um gênero que tenho muita curiosidade em ler e explorar mais. Demorei, mas darei continuidade a série que me encaixou nesse mundo e pretendo ler um livro por mês, e quem sabe finalizá-la em setembro.
O Restaurante no Fim do Universo foi uma leitura que me agradou bastante. A escrita do Douglas Adams é divertida e recheada de muito bom humor. É aquele tipo de livro que você irá rir, e as vezes até gargalhar com o rumo da história e seus personagens. É cativante.
Porém, neste segundo livro da série senti um ponto negativo na escrita. Acredito que muitas palavras ali foram criadas pelo autor, não sei se foi resultado da tradução, mas achei muitas delas difíceis de serem pronunciadas e lidas. Muitas vezes eu perdia a concentração de todo o texto, pois estava tentando ler a tal palavra grande que não fazia sentido nenhum para mim. Isso também fez com que a minha leitura fosse mais lenta do que deveria ter sido, pois era só eu lembrar desse detalhe que já batia aquela preguiça de continuar a leitura. E não foram poucas palavras que encontrei dificuldade, foram muitas. Às vezes eu chegava a pulá-las e só seguir o texto como se elas nem existissem ali.
No primeiro livro já havia críticas que o Douglas Adams associava com situações inusitadas e humor. Nesse segundo, achei que as críticas vieram em dobro e mais fortes. E admito que muitas bateram na minha cara com muita força. Uma delas surge no momento em que nossos personagens estão no Restaurante do Fim do Universo e é apresentado o prato do dia. Nesse restaurante, o próprio prato se oferece para o cliente, ou seja, o boi que será morto e servirá de comida para você é quem tenta te convencer de que ele é a comida certa para aquela refeição. O nosso humano Arthur Dent fica chocado com essa situação e então surge o dilema: por que um animal se oferecer para ser comido é tão repugnante, se você come um animal que não queria ser morto? De toda história, esta parte foi a que mais mexeu comigo. Confesso que essa situação não saiu da minha cabeça até agora, e com certeza foi a crítica mais forte que vi até agora entre os livros.
O final da história foi muito bem fechado e concluído. Ao meu ver, se tivesse terminado ali e não houvessem outras continuações, a história teria sido finalizada muito bem. Com aquele final, não se precisa de continuações. E espero que por causa disso, os outros livros não sejam só "enchedores de linguiça" e meios de ganhar dinheiro, aquele tipo de continuação que foi feita somente para lucrar, entendem? Eu espero.
Minha experiência com a série está sendo muito boa, pelo menos até agora. Por ser uma série famosa, minhas expectativas para cada livro estão altas, e logo espero uma história engraçada e que me tirará muitas gargalhadas. Por enquanto as expectativas têm sido saciadas da melhor maneira, fazendo com que cada avanço seja uma expectativa ainda maior. 
Acredito que a leitura seja indicada para todos os públicos e gostos, principalmente para quem quer ingressar no mundo da ficção científica e ainda tem dúvidas de por onde começar. Por mais que seja uma leitura engraçada, há muitas críticas por trás de cada linha e cada uma lhe fará parar para pensar. Isto que é o mais incrível de toda a experiência com a obra do Douglas Adams. Além de nos divertimos, ainda temos algo a mais para refletir e pensar.

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