17 de novembro de 2017

Resenha: "As Perguntas" - Antônio Xerxenesky

Reprodução: Google


As Perguntas
Autor: Antônio Xerxenesky
Editora: Companhia das Letras
Ano: 2017
Minha classificação:  (3/5)
* Livro cedido pela editora
Alina é formada em história das religiões e especializada em ocultismo, tendo assim em seu histórico pesquisas que exploram o oculto e religiões misteriosas. Estando na faixa dos 30 anos, ocupa um cargo medíocre e que odeia em uma empresa especializada em edição de vídeos, não seguindo assim a carreira em que tanto se esforçou para se especializar. O seu salário não é promissor e nem satisfatório, mas, é o bastante para pagar a sua parte do aluguel que divide com uma colega de apartamento. Porém, Alina tem algo que a distingue dos demais desde a infância, não sendo exatamente uma característica e/ou experiência muito positiva em sua vida: ela enxerga vultos e sombras.

Mesmo tendo uma vida monótona e sem muitas surpresas, Alina tem dentro de si uma vontade de mudar, de trazer para si oportunidades melhores, porém, a vontade não é o bastante para fazê-la correr atrás de uma nova vida, pelo menos não depois da morte sem sentido de seu irmão, uma perda que a atinge até os dias recentes. Depois que o perdeu, Aline também se perdeu, não sabendo o que fazer ou como seguir com a vida. Os caminhos começam a mudar quando ela tem em suas mãos uma oportunidade de balançar os seus dias e trazer um sentido a mais para a rotina. 

Quando pessoas de classe média são dadas como desaparecidas e após alguns dias são encontradas em estado de insanidade, Alina é contactada pela delegada Carla que, através dos estudos da historiadora, precisa de ajuda para concluir um caso que envolve uma seita denominada Ordem Metafísica Experimental e um símbolo que une nove triângulos de cabeça para baixo. 

Usufruindo de pesquisas e do auxílio do amigo Fábio, Alina se vê na dúvida entre ajudar a delegada ou solucionar o mistério sozinha. Além de enfrentar algo totalmente novo e que está fora de seu alcance, ela também se encontra perdida entre o desconhecido e o medo da presença repentina das sombras, que há tanto haviam parado de pertubá-la e agora voltavam de uma forma ainda mais ameaçadora.

"As religiões foram construídas em torno da morte, Alina retomou sua linha de pensamento, elas foram criadas para apreendermos a lidar com isso sem nos desesperarmos (...)"

A história tem o período de apenas um dia, sendo assim dividida em duas partes: dia e noite. A primeira parte é narrada em 3º pessoa, mas, na segunda parte temos a imposição da Alina para narrá-la em 1º pessoa. Durante o enredo é perceptível várias referências a cultura pop, principalmente a filmes de terror já que esse é o gênero preferido da nossa personagem principal. Para aqueles que são fã do filme Suspiria, vão encontrar uma boa dosagem de exaltação dessa obra cinematográfica (admito que fiquei muito animada para assisti-lo pela primeira vez).

Não é comum, mesmo nos dias de hoje, encontrarmos uma personagem feminina que tenta enfrentar os seus medos e vai atrás de respostas. Alina me lembrou bastante o Robert Langdon, o personagem famoso de Código da Vinci, escrito por Dan Brown. Ela investiga, procura e cutuca cada canto para encontrar respostas. Por mais que a situação esteja perigosa e trazendo apenas coisas maléficas para si, ela não desiste. Porém, o que me incomodou na personagem foi alguns comentários extremamente machistas, algo que não deveria ser esperado e nem presenciado de qualquer pessoa.

"Por muito tempo eu procurei expressar o efeito da noite em quem eu sou, e por muito tempo procurei em outros lugares, na história, no cinema, na poesia e na música uma explicação, e diversas vezes achei que tinha encontrado algo, mas toda explicação se revelou incompleta ou imprecisa, talvez porque eu estivesse buscando em outro lugar que não dentro de mim, e embora eu seja capaz de articular teorias sobre os motivos que levam filmes de terror - especialmente os sobrenaturais - a se situarem durante a noite, quando o escuro obriga nossa imaginação a preencher lacunas, ou embora possa discorrer sobre a obsessão dos poetas românticos pela lua e pelo silêncio da madrugada, mesmo falando de tudo isso, estaria apenas produzindo palavras, sendo inteligente, porém falsa, artificiosa, e não encontraria solução alguma. É preciso, penso, acabar com toda ilusão de objetividade."

Minha opinião
Ter recebido esse livro foi uma grande surpresa para mim, ainda mais por ter sido enviado pela própria editora, então, exatamente por causa disso eu estava torcendo bastante para eu gostar da história e da escrita do autor, porém, ao final da leitura fiquei esperando por mais. Outro fator que contribuiu para a minha ansiedade e para ter passado o livro na frente de vários outros foi ser uma literatura nacional contemporânea e do gênero terror. Falou que era terror automaticamente ganhou a minha atenção. E talvez esse tenha sido o meu erro: esperar algo totalmente novo e surpreendente dessa leitura.
Não vou dizer que foi de todo uma leitura ruim, até porque eu gostei da personagem principal e do plot que a trama encaixa na segunda parte, mas, por abordar um tema que eu ainda não havia lido e nem assistido dentro do gênero, acabei por esperar um terror mais pesado e melhor explorado. Essa ideia de sombras e vultos é ótima exatamente pelos caminhos que a história pode seguir e as loucuras que o autor pode encaixar na mente do leitor. Acredito que essa insanidade de personagem para leitor ficou faltando, pois eu não conseguia sentir o medo da Alina. Eu torcia para ela se livrar do que estava acontecendo e até mesmo me senti pressionada pelas decisões dela, porém, o medo não me atingiu e isso seria algo que eu gostaria de ter sentido. Eu gostaria de ter sentido medo pela Alina e pela sua sanidade. Eu gostaria de ter ficado com medo das sombras e de possíveis vultos que às vezes a nossa mente prega na gente, mas, não, o autor perdeu a oportunidade de transformar sombras em algo maligno e assustador e isso foi decepcionante.
A narração também me incomodou um pouco, pois encontrei muito repetição desnecessária e que me fazia bufar de tédio. Por exemplo: sempre que a Alina estava tendo um pensamento dizia "eu pensei", e esse termo era repetido por várias vezes seguidas em um único parágrafo. Era como se ela estivesse nos forçando a acreditar que aquilo era só um pensamento. Mas, gente, se já falou que está pensando para quê repetir novamente? Eu já entendi, amiga. Você está pensando, que legal, agora para. Isso me irritou profundamente e me fez ter uma certa aversão pela narração, infelizmente.
O final também não me agradou muito. Não irei falar detalhes, pois não quero estragar a experiência e expectativa dos leitores, mas, eu tenho um grande problema com finais que ficam em aberto e com esse não foi diferente. Quando li a última linha da última página pensei que estava faltando folhas na minha edição porque não era possível que tudo iria terminar naquele ato. Ainda não entrou na minha cabeça. Mas, estou superando-o.
Foram poucos pontos que eu não gostei, porém, como a minha expectativa estava alta esses pontos foram mais do que suficientes para influenciarem a minha leitura. O livro não é longo, tem menos de 200 páginas e eu consegui lê-lo em três dias, uma média considerável para o meu ritmo lento de leitura. A escrita do Antônio, por mais que seja repetitiva demais (em questão de termos, nomes e palavras), flui rápido e instiga o leitor. Acredito que o tempo da história, que se passa em um dia, também ajude para a leitura "correr", pois não há espaço para paradas ou estagnações, flui direto e faz com que você queira saber logo como será o desenrolar dos acontecimentos.
Eu gosto bastante quando um livro traz referência a outras mídias que acompanho, então, achei positivo as citações sobre alguns filmes, me despertou curiosidade para conhecer aqueles que não tive contato. É interessante conhecer um pouco mais da personagem e descobrir como ela ingressou no meio do terror. Eu também fiquei curiosa para conhecer outras obras do autor, inclusive coloquei F na minha lista de próximas leituras, e pretendo estabelecer um contato com as outras histórias.
Para aqueles que gostam de histórias de terror, indico que leiam o livro, mas não esperando algo assustador ou sangrento. Vá com a mente limpa e deixe-se conquistar pela história. Será algo novo e que poderá te surpreender. Para aqueles que não gostam de terror, mas gostam de histórias recheadas de suspense, também indico o livro, pois como falei acima não há cenas assustadoras ou recheadas de medo. Se você é medroso e ficou curioso através da resenha, pode arriscar. Não é uma história que te deixará acordado a noite. Ou pelo menos não foi esse o impacto que causou em mim.

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15 de novembro de 2017

O hype de LIGA DA JUSTIÇA coincide com o filme?

Reprodução: Google
"Impulsionado pela restauração de sua fé na humanidade e inspirado pelo ato altruísta do Superman, Bruce Wayne convoca sua nova aliada Diana Prince para o combate contra um inimigo ainda maior, recém-despertado. Juntos, Batman e Mulher-Maravilha buscam e recrutam com agilidade um time de meta-humanos, mas mesmo com a formação da liga de heróis sem precedentes, poderá ser tarde demais para salvar o planeta de um catastrófico ataque."
Assista ao trailer

Olá leitores!
Liga da Justiça é um dos filmes do ano mais aguardado por mim, ficando lado a lado apenas com Star Wars, então não podia ser diferente: eu estava apreensiva e ao mesmo tempo muito animada pelo resultado que eu encontraria nas telonas. Assim como muitos fãs, eu também conheci a Liga através do desenho que passava no SBT durante a semana, e como esses fãs eu cresci com aqueles personagens e me tornei parte deles. Não apenas deles como também dos Jovens Titãs, onde conheci minha personagem preferida da DC e o querido Cyborg.

O filme vem para apresentar novos rostos que só conhecemos em outras vias: Flash, Cyborg e Aquaman. Mas também traz alguns personagens que já conhecemos nos longas anteriores, como o Batman, Mulher Maravilha, Superman, Alfred, as Amazonas, entre outros. A história abordada segue um ótimo ritmo e roteiro, fazendo com que o filme passe muito rápido e deixe um gostinho de quero mais ao final. Agora que os personagens foram apresentados e a Liga foi formada, o telespectador só tem como pedir por mais: mais aprofundamento, mais personagens e mais filmes. Eu, pessoalmente, pedi por mais ao sair do cinema.

Reprodução: Google
Dessa vez eu não quero falar das minhas cenas preferidas ou dos aspectos que mais me agradaram, talvez mais para o final do post, mas agora irei focar em cada personagem separadamente e dizer qual foi a impressão que passaram para mim, principalmente os "novatos". Vamos lá?

Flash (interpretado por Ezra Miller)
Admito que esse personagem me surpreendeu bastante, pois eu não esperava gostar tanto dele como gostei. Por mais que eu esperasse uma boa atuação do Ezra, porque já conheço o seu trabalho e acompanho, ele conseguiu me cativar mais do que imaginei, sendo para mim um dos pontos fortes do filme. Sai da sala de cinema querendo mais do Flash e querendo ler tudo do personagem.
Como já é perceptível nos trailers, o Flash é o alívio cômico do filme, fazendo com que você dê boas risadas até mesmo ao ver apenas a sua expressão facial. Cheguei até a dizer para o meu namorado que o Barry Allen é a personificação da gente se fossemos um super herói, pois o personagem se mostra deslumbrado com tudo, tanto com os novos amigos que são heróis renomados (e muito poderosos) como também com tudo que está ao seu redor, seja um carro, uma paisagem ou até um objeto criado pelo Bruce. Além disso, ele também se mostra apto a gerar uma amizade com os outros da Liga, fazendo também com que nós queiramos ser seu amigo, já que ele é tão carismático e divertido. Me lembrou muito o Flash do desenho, o único que havia tido contato antes do filme.
Barry Allen é meu animal spirit e garanto que também será o seu depois de você assistir ao filme.

Cyborg (interpretado por Ray Fisher)
Provavelmente é o personagem o qual estava mais animada para ver no filme, já que gosto muito dele nas HQs solo e no desenho dos Jovens Titãs. Outro ponto que também me deixou bastante animada para conferir o personagem foi a caracterização e o ator escolhido. Ray Fisher é o Cyborg e isso fica ainda mais evidente quando o vemos atuando. Para aqueles que conhecem os quadrinhos sabem que a aparência do ator tem grande semelhança com a do personagem. Eu, particularmente, fiquei louca quando o elenco foi anunciado e percebi como eles eram parecidos. Fui com grande expectativa e não me decepcionei, até me surpreendi.
O Ray é ator de teatro e o Cyborg é o seu primeiro personagem no cinema. A atuação dele impressiona e cativa. Não lembro de ter visto o Cyborg sorrir em nenhum momento do filme, já que o personagem tem o semblante fechado e muitas coisas passando pela cabeça (literalmente), o que acaba sendo compreensível. Porém, mesmo sendo o mais fechado do grupo ele consegue se aproximar de todos e do telespectador, fazendo que ao final queiramos saber ainda mais sobre a sua história e o seu futuro como metade máquina e metade homem. Não espere ver um Cyborg pronto e treinado, pois assim como o Flash nós veremos a sua primeira batalha mortal. E ainda mais importante, no caso do Cyborg estamos conhecendo o início de sua transformação, então, tudo ainda é novo e estranho, acompanharemos as descobertas do personagem e faremos parte disso.

Aquaman (interpretado por Jason Momoa)
Confesso que quando foi anunciado o Momoa para o papel de Arthur Curry eu não gostei e admito que foi por causa da caracterização diferente da que eu conhecia. Com a saída dos trailers eu fui ficando mais animada com o resultado e esperando uma boa interpretação/imersão por parte do ator. Não posso dizer que me decepcionei, pois até gostei do Aquaman que nos foi entregue. 
A armadura do personagem tem grande semelhança com a usada nos quadrinhos e é muito bonita visualmente. A maneira que Atlântida foi abordada também me agradou, inclusive a forma que fizeram para haver uma conversa dentro do mar, mas senti falta de um pouco mais de exploração desse reino, o que aparentemente ficou apenas para o filme solo. Os soldados apresentados são poucos e em apenas uma cena específica, servindo apenas como uma amostra. A Mera, esposa do Arthur, tem uma pequena participação que faz parte de um gancho importante para a história do Aquaman e que, para aqueles que não a conhecem, dá uma breve pincelada na história pessoal dele, que me lembrou a dos novos 42 (fica aí a dica de quadrinho para ler!). Por mais que tenha aparecido em no máximo cinco minutos de longa, a Mera mostra parte de seu potencial e poder, já sendo o bastante para me deixar animada para ver mais da personagem.

Batman (interpretado por Ben Affleck)
Já tivemos uma prévia de Bruce Wayne em Batman vs Superman, um filme que eu gostei muito e está entre os meus preferidos da DC. Mesmo esse não sendo o meu Batman preferido, admito que o Ben Affleck trouxe um novo morcego para nós, um mais velho e cansado de lutar, sendo essas características ainda mais perceptíveis em Liga da Justiça. Bruce fica com a responsabilidade de reunir um grupo de super heróis para salvar o mundo da destruição e da devastação mortal. Ele tem dificuldades de se relacionar com os outros e de trazê-los para a equipe, e isso contribui com o seu cansaço profissional e pessoal. Por mais que ao decorrer do filme o grupo vá criando uma espécie de irmandade e relacionamento, para o Bruce ainda é difícil lidar com a perda do Superman e a sua culpa pela morte do mesmo. Então, veremos muito sobre essa parte da consciência do personagem e suas ações para salvar o mundo.
Acredito que o personagem está ainda mais verdadeiro nessa continuação, se mostrando ainda mais para o público. Para mim está sendo ótimo conhecer esse outro lado do Batman e o seu lado mais (ou seria menos?) humano. Além do mais, os uniformes e os automóveis do morcego estão impecáveis e maravilhosos.

Mulher Maravilha (interpretada por Gal Gadot)
A Mulher Maravilha está entre as minhas personagens preferidas da vida, então ver ela nas telonas está sendo gratificante e de grande felicidade para mim. Por mais que ela não seja exatamente o foco desse filme, servindo como apoio pessoal para o Bruce e força bruta para a equipe, a personagem ganha um espaço merecido e nos encanta a cada vez que entra em cena. Ela é a base para a união, para a Liga. E fica ainda mais explícito que ela é o pilar desse grupo e que precisa comandá-lo. Ela é a força e quem deve ir de encontro ao inimigo. Infelizmente, ou pelo menos por enquanto, ela é a única heroína. Mesmo que haja outras mulheres no filme, e que são de grande importância para a história e os outros personagens, ainda sinto falta de mais presença feminina em filmes desse gênero. Espero que isso seja acertado nos próximos.
E falando em força feminina, para a nossa alegria também temos uma pequena participação das Amazonas. É uma cena de curto tempo e que passa rápido, mas é essencial para entendermos a história e o vilão. A cena de batalha entre as Amazonas e o Lobo de Estepe é ótima e nos deixa sem fôlego, querendo mais.

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Todos os personagens ganharam destaque durante o filme, tendo uma parte de suas histórias pessoais exploradas ao decorrer do longa. Mesmo se você não conhecer nada do Flash, Cyborg ou Aquaman, o filme lhe dará o ponto inicial para você entender cada personagem e sua vida, sendo assim uma ótima oportunidade para conhecê-los e, quem sabe, despertar uma vontade de acompanhá-los em outras mídias. Acredito até que esse filme seja justamente para isso: trazer novos fãs para o mundo dos super heróis e das HQs.

Embora como a maioria dos filmes esse também tenha os seus defeitos, as coisas boas se exaltam por cima deles. Os efeitos especiais estão incríveis, os personagens são carismáticos e a história é envolvente. O filme traz um conjunto de macetes que dão certo e mesmo havendo momentos cômicos e descontraídos a história não perde o seu valor e nem ganha um linguajar abobalhado ou besta, deixando o clima sombrio e sério seguir o seu caminho sem ser afetado pelas piadas, uma mescla que nem sempre é conseguido com maestria pelos filmes de super heróis que tentam abranger todas as idades.

Liga da Justiça funcionou perfeitamente para mim e para o que eu estava esperando e desejando. A história me surpreendeu e me envolveu de um jeito muito aconchegante. Eu gostei de como os personagens foram apresentados e desenvolvidos, e também gostei da forma que deram continuidade para aqueles que já conhecíamos. Estou muito ansiosa para os filmes solos do Aquaman e do Flash, e espero, de coração, que também venha um especial do Cyborg, pois gostaria de ver como será a vida dos três depois dos acontecimentos em grupo, se vão continuar com o contato e como será a introdução de outros personagens.

Antes de finalizar o post quero alertar que o filme tem duas cenas pós créditos e que ambas são importantes: a primeira é simples, mas interessante de assistir; e a segunda traz uma grande revelação sobre o futuro da Liga e de outros heróis. Também gostaria de alertar para não irem ao cinema esperando ver todos os trailers durante o filme, pois há várias cenas importantes dos trailers que não aparecem e nem dão sinal do que poderiam ser. Estou dizendo isso porque fiquei bastante intrigada com uma cena específica do último trailer e ela não foi reproduzida no cinema, o que gerou raiva em mim. Espero que essas cenas sejam expostas em uma possível versão estendida, pois ainda estou me roendo de curiosidade.

O filme é uma ótima pedida tanto para os fãs antigos como também para os novos. Além de ser uma ótima oportunidade para conhecer e adentrar nesse mundo maravilhoso da DC, o filme também traz satisfação para o fã que tanto esperou por uma adaptação de valor. Se você é fã e quer service esse filme também é perfeito para você. Se torne um membro da Liga também! E para finalizar respondo a pergunta do título: o hype é real.

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10 de novembro de 2017

#MaratonaMacabra: "O Chamado de Cthulhu" - H. P. Lovecraft

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O Chamado de Cthulhu
Autor: H. P. Lovecraft
Minha classificação: ★ (5/5)

O conto
Com a morte inesperada e misteriosa do seu tio-avô George Gammell Angell, famoso professor de Línguas Semíticas na universidade em Providence, o narrador-personagem é quem fica responsável por todos os bens do falecido. Dentre os objetos, é encontrado uma caixa trancada, que o narrador, curioso, decide abri-lá e tomar conhecimento do que foi guardado dentro com tanta precaução.

Dentro da caixa o homem encontra: recortes de jornais; documentos pessoais, onde o principal intitula-se "Culto de Cthulhu"; e uma escultura aterradora com o formato de um corpo humanoide coberto por escamas e asas, uma cabeça com tentáculos parecidos com de um polvo e enormes garras que saem de suas patas traseiras e dianteiras.

Deixando a curiosidade invadir, o homem decide então ler os papéis que estavam trancados na caixa e saber um pouco mais sobre o tal culto de Cthulhu. Embora a princípio as informações parecessem ter um teor falso, ao analisar com mais profundidade e iniciar pesquisas sobre os nomes envolvidos ao lado do seu tio-avô o narrador descobriu que aqueles papéis continham algo muito maior do que a nossa pequena mente pode absorver.

Narrado em 1º pessoa, o conto O Chamado de Cthulhu é intenso, descritivo e arrebatador, fazendo com que ao final da leitura o leitor se sinta insignificante perante a imensidão de outros mundos e o poder magnífico de outros seres. Por mais que tenhamos em mente que a história é uma ficção, cabe ao leitor acreditar ou não na filosofia transmitida por Lovecraft.

"As ciências, cada uma enveredando por seus próprios caminhos, até o presente momento, nos causaram pouco dano; mas algum dia, a reunião de conhecimentos dissociados revelará perspectivas tão aterradoras da realidade, e da nossa fragilidade dentro dela, que ou enlouqueceremos diante da revelação ou fugiremos da luz para nos escondermos na paz e segurança de uma nova era das trevas."

Minha opinião
Mal terminei de ler o último conto da maratona e já estou sentindo saudades dela. Primeiramente gostaria de agradecer a Eduarda pela oportunidade de parceria e também as meninas que participaram conosco. Foi muito bom ter esse contato mais próximo com Youtubers que acompanho e admiro. E também foi ótimo tirar esse tempo em outubro para ler alguns contos do Lovecraft, algo que, provavelmente, eu não teria feito com tanta disciplina. Por mais que eu adore as histórias do autor, outras histórias vão passando na frente e o tempo de leitura vai se tornando corrido, então, reservar um tempo só para ele foi gratificante e recompensador, pude colocar alguns de seus contos em dia e ficar ainda mais ansiosa para ler os outros que faltam.
Por mais que eu conheça o monstro Cthulhu, por alto, eu ainda não havia lido a esse conto, sendo assim o meu primeiro contato direto com essa mitologia criada pelo Lovecraft. A minha experiência de leitura foi a melhor possível. O autor tem uma escrita que flui rápido e te deixa imerso na história, sem querer em nenhum momento interromper a leitura. 
A mitologia criada pela mente do Lovecraft é indescritível e insana, tudo de um jeito bom. Ao mesmo tempo que você se encanta por Cthulhu e seu mundo submerso, você também sente medo e agonia de algo tão monstruoso e destruidor. Você sente o poder emanando desse ser e se sente insignificante perante a algo tão devastador e incrível, mostrando assim que somos meros humanos sem força e opinião sobre nada. Não temos importância no mundo. Não somos nada além de uma casca que vive em função de nada, apenas esperando por uma destruição maior que nos fará escravos.
Sei que se trocarmos o Cthulhu por outra aparição, a história pode até ser familiar em alguns aspectos. Porém, nada é tão assustador quanto estar perante a esse deus antigo e milenar. Chega a ser quase impossível você terminar a leitura e não refletir sobre ela, seja por conta dos medos que a história te despertou ou porque você acredita que isso possa ocorrer algum dia. Não importa. A sensação que você terá com essa leitura será única e indispensável, e não digo isso apenas porque sou fã do escritor, mas porque é uma experiência de leitura diferente das demais.
Posso dizer que O Chamado de Cthulhu é um dos melhores contos que já li e que, com certeza, não perderá o seu posto entre os melhores. A história me prendeu do início ao fim e me deixou tão apreensiva quanto o narrador. Ao final da leitura fiquei com a impressão de que um segredo foi transmitido para mim e que agora só me resta esperar pelo fim do mundo e a dominação dos seres superiores.
Mesmo que você não tenha tido nenhum contato com os textos do Lovecraft ou até mesmo se você já leu, gostando ou não, indico que leia a esse conto. Se você é fã de terror, seja no cinema ou na literatura, torna-se automaticamente uma leitura obrigatória e essencial. Vale muito a pena conhecer essa mitologia e se deixar ser induzido a perder mais um pouco de sanidade (ou grande parte da que sobrou).


Essa resenha faz parte da Maratona Literária Macabra. 
Leia também as resenhas das outras meninas, que são de contos variados de terror: 
Eu Duarda 
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8 de novembro de 2017

#Clarice-se: A Criada (OUTUBRO)

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A Criada
Autora: Clarice Lispector
Minha classificação:  (3/5)
O conto
Eremita é uma jovem simples: aos 19 anos de idade trabalha como criada na casa dos outros e aprisiona a sua inteligência para ninguém ter conhecimento. É uma garota que tem pensamentos, opiniões e sabedoria, mas que não utiliza-as para nada. É gentil, honesta e profunda, mas não se posiciona para nada. É uma pessoa vazia que se entrega apenas para a vastidão

A narração é em 3º pessoa, sendo assim uma visão "de fora" sobre Eremita, uma personagem simples, mas que quando analisada mais a fundo traz grandes reflexões pessoais e sobre a vida. É uma personagem que causa desconforto e, ao mesmo tempo, identificação, fazendo com que o leitor saia da zona de conforto e encare a si mesmo. Tudo exposto de uma maneira simbólica e característica da Clarice.
"Mas serviria mesmo? Pois se alguém prestasse atenção veria que ela lavava roupa - ao sol; que enxugava o chão - molhado pela chuva; que estendia lençóis - ao vento. Ela se arranjava para servir muito mais remotamente, e a outros deuses. Sempre com a inteireza de espírito que trouxera da floresta. Sem um pensamento: apenas corpo se movimentando calmo, rosto pleno de uma suave esperança que ninguém dá e ninguém tira."

Minha opinião
Ao meu ver, é um conto simples de ser lido, mas que pode passar muitas sensações para cada leitor. Acredito que a interpretação possa variar principalmente entre as mulheres. Eu vi na Eremita alguém que não consegue, ou não quer, mostrar todo o seu potencial ao mundo, seja por medo, insegurança ou qualquer outra coisa. Alguém que está conformado com o que tem e que não quer mudanças em sua vida, ou pelo menos não quer correr atrás para que haja uma. Vi uma mulher que se esconde atrás de um avental para não se "expor", não se mostrar como é. Não expor sua inteligência, sua vivência de mundo e seus ideais. Ela apenas vive em prol do que já está acontecendo ao seu redor, sem dar um passo para mudar.

Quantas vezes já deixamos de falar algo por medo do que os outros poderiam pensar? Quantas vezes já engolimos desaforos porque não queríamos nos expor ou causar ainda mais intrigas? Quantas vezes deixamos de expressar nossa opinião para não sermos atacadas ou, até mesmo, violentadas verbalmente? Quantas vezes nós não fomos mais Eremita e menos nós? Quantas vezes fomos deixadas ser aprisionadas em uma casca que não é nossa? Deixemos de ser Eremita e sejamos apenas nós, quem queremos ser, quem devemos ser, quem somos.

Você pode encontrar o conto A Criada no livro Todos os Contos - Clarice Lispector, da editora Rocco, e também na edição de Felicidade Clandestina, da mesma editora. Espero vocês no grupo Clarice-se para participar conosco dos debates e interpretações dos escritos da autora. Vamos conhecer mais a fundo essa autora que tanto influenciou (e continua influenciando) a Literatura Brasileira e os novos autores nacionais.
Participe do grupo!
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3 de novembro de 2017

#12mesesdePoe: O Mistério de Marie Roget + Sonhos

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O Mistério de Marie Roget
Minha classificação:  (5/5)

Sonhos
Minha classificação:  (3/5)

Autor: Edgar Allan Poe
Conto O Mistério de Marie Roget
Quando Marie Roget, uma garota conhecida na cidade por sua simpatia e beleza, é encontrada morta no rio, sem indícios de quem é o assassino, o policial encarregado a resolver o caso decide pedir a ajuda de Dupin, um homem extremamente inteligente, eficiente e o único que conseguiu desvendar no passado o mistério do assassinato de mãe e filha que ocorreu na Rua Morgue.

Sabe-se que Marie, no dia do desaparecimento, saiu para encontrar a tia e voltaria na companhia do noivo na parte da noite, porém, por causa de alguns empecilhos o noivo não pode ir buscá-la e ela acabou por não retornar como era esperado. No começo a preocupação não começou a incomodar e o desespero ainda não era presente, pois há alguns meses Marie havia ficado repentinamente alguns dias fora de casa e retornado depois sem dar explicações, como se fosse apenas um sumiço natural. Porém, a situação de sua mãe muda quando o corpo da filha é encontrado sem vida (e também sem explicações).

O narrador-personagem é amigo de Dupin e o ajuda a desvendar o assassinato da jovem Marie. O conto é recheado de descrições, suposições e, por fim, esclarecimentos. Consiste em uma narrativa que explora o suspense policial e todas suas nuances de tentativas em chegar até o assassino. Vale lembrar também que não é focada no sobrenatural, mas, sim em um assassinato cometido por uma pessoa, o que faz com que a história se torne ainda mais real nas mãos de Poe.

Para aqueles que acharam o nome Dupin familiar, esse personagem também aparece em Os Assassinatos da Rua Morgue, que já fiz resenha por aqui. Poe é extremamente habilidoso em escrever horror, mas, também surpreende o leitor quando embarca em histórias de mistério e investigação.

Poema Sonhos
Nesse poema o eu-lírico relembrará momentos de sua juventude relacionando-a com sonhos, ou seja, colocará a juventude em uma posição onde será comparada com o ato de sonhar, o ato de se sentir livre e de se dispor a sentir aquilo que quiser. Ao comparar a juventude com o sonho, o eu-lírico se expressa através de uma vontade eterna em ser jovem, em não ter preocupações e em viver amores eternos. É perceptível a necessidade de se tornar jovem mais uma vez e viver a vida de forma intensa, sem arrependimentos ou suposições.

Assim como outros poemas em geral, tanto do Poe como também de outros autores, esse traz algumas indagações pessoais e visões que podem ser interpretadas de maneiras diferentes. Basicamente, o que eu senti e extrai do poema poderá ser diferente do que você vai sentir e do que você irá extrair. Isso acaba sendo uma influência das variações de vida entre os leitores, afinal ninguém é igual a ninguém, e também da idade de cada um que ler. Por exemplo, enquanto eu vejo o poema como uma exaltação da juventude, uma adoração aos tempos passados, outro leitor poderá sentir uma certa nostalgia e uma saudade através do eu-lírico.

Minha opinião
Sobre o conto:
Tendo mais uma vez a oportunidade de reler um conto do Poe, posso dizer que a experiência de releituras está sendo cada vez mais satisfatória e incrível. É uma maneira de revisitar as suas histórias e me encantar cada vez mais por suas construções de narrativas.
Dessa vez o conto lido foi extenso e cansativo, chegando a ser o maior até agora no projeto. Não consegui lê-lo em apenas um dia, tive algumas interrupções e acabei por estender a leitura por mais de três dias, porém, mesmo assim continuei conectada com a história e o mistério que rondava o assassinato da Marie. E o mais incrível ainda é que eu não lembrava do final desse conto, tornando-se assim uma grande surpresa para mim, de novo.
A maneira que o Poe constrói histórias de mistérios, onde faz com que o leitor pense e indague sobre os acontecimentos junto com o narrador, é maravilhosa e surpreendente. O autor consegue te tirar de sua zona de conforto e colocar a sua mente para focar em apenas aquilo, te obriga a desvendar o assassinato e a observar melhor os detalhes que estão sendo dados ao decorrer do texto. Infelizmente, por mais que me deem muitas informações eu sou péssima para desvendar mistérios e assassinatos, e, claro, dessa vez não foi diferente, eu não consegui imaginar quem era o assassino. Até pensei em algumas pessoas, mas, estava errada. Talvez por isso eu tenha ficado tão surpresa com o desenrolar da tragédia.
Esse conto conseguiu me prender de uma forma magnífica, mesmo quando eu não estava lendo eu pensava em como seria solucionado e quem seria o real mal da história. Dupin é um personagem carismático e impressionante, a sua inteligência inspira e assusta, pois ao mesmo tempo que pensava o quanto ele era esperto eu também imaginava o quanto essa mente poderia ser assustadora caso usada para algo ruim.
Foi uma leitura bastante agradável e que conseguiu captar minha atenção. Por ser um conto, achei que a extensa narrativa cansou um pouco e por isso foi preciso fazer algumas paradas obrigatórias, porém, nada que trouxesse uma experiência negativa para a minha leitura, ao contrário, isso apenas agregou. Acredito que eu precisava dessas pausas até mesmo para pensar mais nas dicas que o Dupin estava expondo como também para "respirar" entre um parágrafo e outro.
Talvez justamente por conta de seu tamanho eu não o recomendaria para iniciantes em histórias do Poe. O conto não tem termos difíceis ou tantas palavras desconhecidas, mas, a quantidade de páginas poderá pesar para os novatos. Caso já tenha lido outras histórias do autor, indico que arrisque imediatamente nessa, pois, na minha opinião, é uma das melhores feitas por ele. Tem todos os elementos clássicos que podem ser encontrados em um texto do Edgar Allan Poe: mistério, suspense e a forma personificada do mal. Por isso, não esperem, apenas leiam e se deliciem com a escrita encantadora e sufocante do escritor.

Sobre o poema:
Um poema bonito, de leitura fluida e fácil, que pode trazer um significado para cada leitor. Para mim, vi muito de saudade no eu-lírico, saudade dos velhos tempos, da juventude e até mesmo de uma vida que ainda não chegou. Como toda leitura, chega a ser impossível não comparar o eu-lírico com o próprio autor, então, acabei que vi muito dessa saudade no próprio Poe em relação ao casamento dele, talvez saudade da esposa e de quando ainda estavam juntos, ou isso pode ser apenas uma impressão na minha cabeça. Só não consigo não correlacionar os dois, vida pessoal e escrita.
A minha leitura fluiu bem e deixou um ar de "quero mais". Eu gosto bastante desses momentos do mês que reservo para ler o poema escolhido e desfruto da mente do Poe. Eu adoro ver esse lado mais pessoal, carregado de sentimentos e de beleza. É uma outra visão, uma outra escrita, um outro estilo de texto. Por mais que eu adore os contos, os poemas também estão sendo cruciais para um conhecimento maior da mente do autor, e ambos estão se complementando na minha visão de fã e leitora.
Sonhos é aquele poema indicado para qualquer pessoa, seja jovem ou não, seja amante de poesia ou não, seja fã do Poe ou não. Não interessa. O que importa é você se deixar levar pelo eu-lírico e sentir o que ele transmite, o que ele quer passar. O importante é você se deixar permitir, se deixar se persuadido e apreciar a musicalidade que há nas palavras. É necessário que você dê uma chance para a poesia e deixe que ela penetre em você.
Conheça esse outro lado do Edgar Allan Poe e, se sentir vontade, comece por Sonhos. Deixo-o aqui como indicação pessoal e que lhe trará muitas boas sensações.
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1 de novembro de 2017

Thor Ragnarok: o melhor filme do Thor?

Reprodução: Google
"Thor é preso do outro lado do universo, sem o seu martelo poderoso, e encontra-se numa corrida contra o tempo para voltar a Asgard e impedir Ragnarok - a destruição do seu mundo e o fim da civilização Asgardiana -, que se encontra nas mãos de uma nova e poderosa ameaça, a implacável Hela. Mas, primeiro precisa sobreviver a uma luta mortal de gladiadores, que o coloca contra um ex-aliado e companheiro Vingador: Hulk."
Assista ao trailer
Olá leitores!
Segunda-feira foi dia de ir conferir no cinema Thor: Ragnarok, o qual se mostrou como uma boa surpresa para mim. Eu, particularmente, não gosto dos filmes estrelados pelo Thor, os solos. Para mim, tanto Thor como também Thor: O Mundo Sombrio foram chatos e tediosos, e por causa disso eu estava com um "pé atrás" para o novo filme. Por mais que eu tenha ficado animada com o primeiro trailer, que trazia uma vibe de comédia e um visual extremamente colorido mesclados com uma música maravilhosa, ainda assim estava apreensiva em qual seria o resultado dessa continuação. 

O próprio personagem Thor não está entre os meus preferidos, sempre o achei bobo, não sei se por causa do ator ou porque insistiam em colocá-lo como alívio cômico nas tramas. Nesse terceiro filme solo do personagem, o humor está ainda mais presente, porém, abordado de maneira diferente e característica do diretor, que deixou o Thor ainda mais bobão. Para aqueles que conhecem o trabalho do diretor Taika Waititi, conhecido por O Que Fazemos nas Sombras (2014), já devem saber o que esperar. Talvez esse tenha sido um ponto que fez toda a diferença na minha experiência com o filme: o novo estilo de humor.

Reprodução: Google
O que eu mais gostei no filme: 

- Os novos personagens: 
Algo que me cativou desde o início foi a entrada de novos personagens, principalmente das (poucas) mulheres. Não há muitas mulheres em foco, assim como nos outros filmes, mas nesse temos como destaque a Valkyrie, que além de carismática (mesmo com a sua feição fechada) é uma lutadora incrível, e a Hela, uma vilã muito querida e que coloca o Thor no chinelo. Senti falta de mais rostos femininos, principalmente de personagens como as delas, que não tem apenas um rosto bonito e que não está ali para ser o par romântico do Thor, mas que sabem lutar e se defender sozinhas. A Valkyrie é incrível! A atriz é maravilhosa e conseguiu deixar o meu coração quentinho já na sua entrada. Não imaginei que fosse gostar tanto assim dela. A Hela, mesmo sendo vilã, também ganha um espaço em nossos corações. Ela é calculista, confiante, sabe o que quer e, melhor ainda, sabe que vai conseguir. Você consegue sentir o poder que emana dela e isso é incrível. Vale ressaltar que a atuação de ambas também contribuiu bastante para o destaque.
Eu também gostei da apresentação de outros personagens. Gostei muito do Korg, um monstro feito de pedra que é grande na aparência, mas um amor quando abre a boca, principalmente por ter um ideal de revolução e mudança, e essa mescla foi um dos pontos humorísticos do filme quando ele aparecia. Gostei do Grão Mestre, que é engraçado e excêntrico. E também foi ótimo rever o Heimdall e o espaço que o personagem ganhou nessa história.

- O humor:
Como eu disse mais acima, o humor do Taika Waititi é inconfundível e muito frequente no novo filme do Thor. Sempre que havia uma piada em duplo sentido ou até mesmo fora dos padrões da Marvel/Disney eu logo pensava que só poderia ter saído da mente do diretor. Um dos pontos que me fez querer ir assistir ao filme foi quando eu soube quem havia dirigido, e ele não me decepcionou. Teve momentos que eu achei as cenas e diálogos completamente estranhos e engraçados, eu ficava me perguntando o que estava acontecendo ali. O humor não era pesado e nem abusivo, sendo para todas as idades e gostos. Admito que fui esperando um filme muito engraçado e que ao assistir não fiquei decepcionada. Eu ri bastante e sai satisfeita da sessão. Acredito que houve uma ótima dose de humor e que caiu bem com os personagens. Porém, o humor pode não causar o mesmo efeito positivo em outras pessoas.

- A falta de romance: 
Não tenho nada contra a Jane Foster, até gosto da personagem, mas admito que o romance dela com o Thor às vezes me cansa. Os dois primeiros filmes focaram no casal e não me agradaram. Não estou dizendo que o romance fez a minha experiência ser negativa, porém, pode ter influenciado uma parte. Por isso, não ter nenhuma relação amorosa ou par romântico para o Thor me deixou feliz. Por mais que ele se insinue para a Valkyrie em algumas partes no começo, não há nenhum indício de algo além de amizade, e isso foi ótimo.

Reprodução: Google
O que eu não gostei:
- Alguns efeitos especiais:
Admito que em algumas cenas os efeitos especiais não me agradaram, principalmente em uma específica no final onde o foco está no rosto do Thor, o qual não posso dizer mais para não dar nenhum spoiler da cena. Mas, o filme em si está bem bonito e colorido. Eu gostei do novo visual, que se opõe aos anteriores que são escuros e querem passar uma impressão de "sombrio".
Thor: Ragnarok, para mim, não está entre os melhores filmes da Marvel e nem de super-heróis no geral, mas, me surpreendeu ao ponto de ser o melhor dos três filmes solos. Claro que há algumas ressalvas, pois o filme não é 100% perfeito, mas conseguiram criar um longa que prende o telespectador e o deixa querendo saber mais sobre a história do próprio Thor e sobre o que é o Ragnarok. Eu, por exemplo, sai do cinema com uma vontade incontrolável de saber mais sobre as Valkirias (e já estou fazendo a minha pesquisa).

Se você é fã de quadrinhos e do universo da Marvel deve dar uma chance ao filme, ao menos você se divertirá com a história, podendo levar toda a família para conferir. Mas, não vá ao cinema esperando um filme repleto de lutas e explosões, pois o foco não está em lutas épicas ou batalhas grandiosas. O foco está no humor, lembre-se disso. E também na história de Odin, onde saberemos mais sobre o passado do rei de Asgard.

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27 de outubro de 2017

#MaratonaMacabra: "O Caso de Charles Dexter Ward" - H. P. Lovecraft


Reprodução: Google
O Caso de Charles Dexter Ward
Autor: H. P. Lovecraft
Minha avaliação:  (5/5)

O conto
Charles Dexter Ward acaba de fugir do hospital psiquiátrico em que estava internado. A fuga traz grande curiosidade e burburinhos no local, pois o único vestígio que o paciente deixou ao escapar foi a janela aberta em seu quarto, o que lhe causaria uma queda mortal. Sabe-se que antes de escapar, o paciente conversou com o dr. Willet, o médico confiável da família Ward, porém, não há indícios de para onde ele poderá ter ido.

Charles ao ser internado aparentava ter uma idade que não lhe era verdadeira, tinha uma voz rouca e chegou ao ápice de loucura. Desde pequeno tinha curiosidade em assuntos que abordassem o passado, as antiguidades eram a sua maior paixão e fruto de seus estudos. Gostava de explorar a paisagem que havia ao redor de sua morada em Providence, adorava descobrir novos lugares e analisar as construções (ou o que restou delas). 

Em uma de suas caminhadas e pesquisando mais a fundo sobre o assunto, Charles descobriu que seu tataravô Joseph Curwen fazia estudos sobre ocultismo e bruxaria, tendo causado grandes desastres na cidade e despertado nos vizinhos grande curiosidade, pois mesmo com o passar dos anos o homem não envelhecia nenhum dia. Interessado, o jovem decidiu seguir os passos de seu antepassado e continuar nas pesquisas que tanto lhe trouxe tragédia. O que mais intriga aqueles que estão ao seu redor é a semelhança entre Charles e Joseph, que aparentam ser a mesma pessoa em séculos diferentes.

O narrador, em 3º pessoa, alterna os fatos do presente com o passado, explorando tanto a vida e tragédia de Charles como também os fatos misteriosos que cercavam Joseph Curwen. Por isso, o conto não focará na possível procura do hospital por seu paciente, mas, explorará o caminho que Charles percorreu até ser internado e o que levou o personagem a ser declarado como louco.

A história é longa, tendo em média mais de 100 páginas, e por isso pode causar um certo cansaço, porém, cada página de leitura vale a pena. Lovecraft descreve os mínimos detalhes de cada cena, cada personagem e cada performance. Prende o leitor com o suspense e o deixa cada vez mais apreensivo, sem saber com o que os personagens estão lidando. Quando você pensa que já sabe qual será o desenrolar da história, o autor te entrega um baque de respostas a qual te deixarão ainda mais confuso. E o conto ainda tem a participação do livro Necronomicon, que é citado durante a história e muito famoso entre os fãs de terror.

Minha opinião
Que conto maravilhoso! Estava meio angustiada, pois pela quantidade de páginas imaginei que ficaria dias lendo (e fiquei) e como estou participando de uma maratona precisava de algo menor. Mas, a leitura valeu tão a pena que não estou preocupada com possíveis outras leituras que deixei para depois. Acredito que conheci a história de Charles Dexter Ward no momento certo.
É incrível a maneira que Lovecraft tem de impressionar os seus leitores, trazendo algo diferente a cada história. Fiquei de "boca aberta", pois as revelações que são entregues ao final não eram as que eu esperava. Durante a leitura tive algumas divagações e suspeitas, algumas teorias sobre o motivo real da loucura de Charles e sobre o sr. Curwen, porém, tudo que imaginei não chegou aos pés das informações que foram reveladas. Admito que o final foi uma grande surpresa para mim, um ponto que me deixou ainda mais animada e feliz com a leitura.
As leituras que estou fazendo na Maratona Macabra estão sendo grandes descobertas. Assim como nas outras duas, dessa vez eu também não sabia nada sobre a história. Já tinha escutado críticas positivas, afinal é um conto famoso do autor, porém, eu não sabia sobre o que se tratava e quando me deparei com ocultismo, bruxaria e invocação, me senti realizada com a escolha. Eu gosto bastante de temas que englobem esses assuntos, mas, para mim, é difícil encontrar livros que sabem desenvolver sobre ocultismo e que tenham rituais marcantes na narração. 
Deve ser exatamente por isso que gostei tanto da leitura, pois supriu todas as minhas expectativas e me mostrou o ponto chave do tema, me mostrou como eu gosto que seja explorado. Através desse contato com o Lovecraft estou descobrindo gostos literários que ainda não sabia sobre mim, e isso está sendo o ponto forte dessa experiência.
Talvez não seja o conto mais adequado para se iniciar no mundo lovecraftiano, já que tem tantas descrições e por se tratar de uma história longa, mas, caso você já tenha contato com a literatura do autor indico que encare O Caso de Charles Dexter Ward e não tenha medo de seu tamanho. H. P. Lovecraft instiga, amedronta e alucina. Duvido você finalizar a leitura e ainda ter toda a sua sanidade intacta. Se deixe enlouquecer um pouco. Vale a pena.

Essa resenha faz parte da Maratona Literária Macabra. 
Leia também as resenhas das outras meninas, que são de contos variados de terror: 
Eu Duarda 
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24 de outubro de 2017

Comprando online: Clube Box (OUTUBRO)

Reprodução: Biblioteca Pessoal
Olá leitores!
Vocês conhecem a caixinha Clube Box? Eles trabalham com aquele mecanismo, que está bastante famoso por aqui, de trazer uma caixa com um tema diferente a cada mês. Dentro dessa caixa, que tem um valor específico de R$84,90 + o frete, vem alguns itens surpresas de acordo com o tema proposto. Em setembro o tema foi Stranger King, ou seja, um tema especialmente dedicado ao Mestre do terror, um ponto positivo e que me deixou bastante animada para adquirir.

A maioria das caixas surpresas mandam o mesmo estilo de item (e eu posso afirmar isso, pois acompanho diversas). Mas, a Clube Box tem um diferencial que, pelo menos para mim, ganha destaque: além de uma camiseta e alguns itens sortidos, a caixa também traz um filme em DVD e um CD nacional com o intuito de divulgar novos artistas brasileiros.

Reprodução: Biblioteca Pessoal
Eu não resisti a esses fatores e acabei por adquirir a caixa, ainda mais como uma fã fanática do King que sou. Os itens que vieram foram os seguintes:

- 1 camiseta com estampa recheada de referências do King;
- 1 DVD de "O Iluminado";
- 1 CD da cantora Rebeca Câmara;
- 1 placa de carro da Christine;
- 1 livro de "Carrie, A Estranha" (e explicarei o motivo de ter vindo um diferente para mim);
- 1 pôster da Eleven, de Stranger Things;
- 2 marcadores do filme "O Filme da Minha Vida";
- e 1 adesivo de porta do Jack Torrance.

Reprodução: Biblioteca Pessoal
Minhas impressões
Eu não sou muito de arriscar nessas caixas surpresas, por mais que eu tenha bastante vontade de ser assinante de várias. Ainda não tinha assinado a Clube Box, mas, gostei e pretendo tentar assinar aquelas que tiverem temas que me agradem. 
Quanto aos itens, a blusa é da marca Quadrin e eu gostei bastante da malha. É preta, a minha cor preferida para camisetas, e tem uma estampa muito legal do Stephen King. A cada olhada você encontra uma referência diferente e isso é bem legal. Gostei da criatividade da estampa. Também fiquei feliz com os outros itens, por mais que eu não seja muito fã do filme O Iluminado e não sei se terei coragem de colar esse adesivo tão legal na minha porta, porém, a ideia desse último foi incrível.
O meu item preferido foi a placa de Christine, que vai ficar maravilhosa na minha estante. O pôster não sei se usarei, já que não tenho espaço para colar mais nada nas paredes, mas, talvez eu dê de presente. Tanto o pôster como também o adesivo são de materiais ótimos e com bastante brilho.
Agora explicando o porque do meu livro ser diferente: eu já tenho Carrie, A Estranha na estante. Antes de assinar a caixa eu conversei com o supervisor do Facebook e expliquei o medo de vir um livro repetido. Para não acontecer isso, eu mandei uma foto da minha coleção e fui informada que se eu já tivesse o livro viria para mim outro, algum de uma caixa anterior, e por isso veio de Twin Peaks. Infelizmente eu não assisti essa série, mas, como tenho muita vontade acredito que agora seja a hora certa para iniciar uma maratona e logo cair de cara no livro.
Porém, algo me decepcionou. Quando comprei a caixa me informaram que viria um item extra, mas, não veio. Para poder receber esse item (e mais um pelo inconveniente) eu assinarei a caixa de outubro. Claro que isso não foi imposto a mim, foi apenas uma tentativa de repararem o erro, mas, mesmo assim acaba sendo chato. Tirando isso, tanto o atendimento como a caixa foram positivas para mim, acredito que o conteúdo valha a pena.

Fiquem ligados ao tema de novembro: Natural Born Killers (e corre para garantir a sua caixinha!).

Reprodução: Biblioteca Pessoal 
Links da Clube Box
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