20 de fevereiro de 2018

Entrevista: Autor Davyd Vinicius

Davyd Vinicius, escritor/poeta e blogueiro, começou a escrever aos 17 anos quando o destino lhe deu uma nova forma de enxergar a vida. Foi através das palavras que Davyd encontrou uma forma de manter-se em contato com o mundo e consigo mesmo, desvendando os mistérios de seu coração e descobrindo o seu verdadeiro eu.
Olá leitores!
No começo desse ano decidi dar mais espaço por aqui aos autores nacionais e independentes. Comecei com uma entrevista e resenha literária da autora brasiliense Isabella de Andrade, a qual escreve belíssimos e tocantes poemas. Hoje vim apresentar outro poeta, Davyd Vinicius, que me concedeu a chance de ler sua antologia poética e resenhá-la por aqui. Como sabem, estou adorando conhecer novas poesias e autores nesse ramo, por isso foi um prazer firmar essa parceria com o autor e ter um contato com seus textos. Seu livro, Sobre Fragmentos, terá uma resenha aqui no blog que vai ao ar ainda essa semana, na sexta-feira. Fiquem atentos e não percam a chance de conhecer um pouco mais sobre o livro! 

Enquanto isso, vamos conhecer o autor? Segue abaixo a entrevista que fiz com o Davyd:

1) Para mim e os leitores te conhecerem melhor, conte-me um pouco sobre você: hobbies, livros e autores preferidos, manias de escrita, etc. 
Eu sou uma pessoa muito ativa, estudo, canto, faço teatro, sou blogueiro e escritor, mas no meu tempo livre eu gosto muito de sair com os meus amigos, ir em um parque ou shopping, gosto de fazer algo que me desligue da minha parte profissional. Também sou um grande consumidor do Youtube, adoro os canais de humor, acho que eles cumprem bem esse papel de me "desligar". Gosto muito de Jojo Moyes, John Green, Clarice Lispector, Helena Kolody e Shakespeare. Não tenho muitas manias para escrever, só o que preciso é de um lugar tranquilo e sem interrupções. 

2) Com qual idade você começou a se interessar pela escrita e o que lhe motivou a começar a escrever suas primeiras poesias? 
Eu comecei a escrever quando tinha 17 anos, logo após passar por um período um pouco complicado na minha vida. A escrita foi o meu refúgio, onde eu pude começar a entender várias coisas que se passavam em minha cabeça. 

3) O que mais lhe inspira para escrever? 
Geralmente são as situações e acontecimentos, mas depende muito do quanto aquilo me afeta. Escrever poesia, pelo menos para mim, é algo muito visceral que às vezes acaba expondo sentimentos que nem eu sabia que estavam aqui. 

4) Quando poderemos ler um romance seu? Tem planos para isso? 
Eu adoraria escrever um romance, mas ainda não tenho planos para isso. Há uns 2 anos atrás eu até comecei a escrever um, só que até hoje não terminei. Quem sabe um dia né? Rs.

5) Como a sua família reagiu quando soube que você queria seguir a carreira de escritor(a)? Teve alguma reação negativa ou desmotivadora? 
Não, pelo contrário, eles sempre estão ao meu lado me apoiando com tudo, seja na literatura, no teatro, etc.

6) Quais conselhos você divide com os novos escritores? Tanto no meio da escrita como também sobre publicação, criatividade, etc. 
Não desista! Acho que esse é o melhor conselho que posso dar, pois por muitas vezes você irá se colocar a prova e vai querer abrir mão de tudo. Um texto que não ficou tão bom, uma editora que vai te rejeitar, um bloqueio criativo, são coisas que irão te desmotivar. Mas não há nada melhor do que passar por cima de tudo isso e ser reconhecido por aquilo que você ama fazer. 

7) E para finalizar: nos indique um livro especial para você e nos conte um pouquinho da sua história com o mesmo. 
Eu indico o livro The Dark World - Escuridão, do escritor nacional L.F. Faria. Esse foi um livro que eu recebi para resenhar no início do ano passado e que me prendeu bastante na história, tanto que eu o li super rápido. Vale super a pena.

Reprodução: Davyd Vinicius


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16 de fevereiro de 2018

Resenha: "Rudamon III" - Demetrio Alexandre Guimarães



Essa resenha poderá conter spoilers dos livros anteriores da saga Rudamon. Leiam à sua vontade e gosto.


Hor está desaparecido, e com isso o mundo se encontra vulnerável perante a maldade e suscetível a horrores de assassinatos, roubos e doenças. O mundo está sem Rudamon e sente falta do herói. Aproveitando essa deixa Francisco Araújo, o mais novo advogado criminalista considerado como o melhor em seu ramo, se apossa da fragilidade do mundo e decide se tornar o líder do OSCM, tendo como plano inicial libertar os outros membros da facção criminosa, Putonghua, Amedéo, Hashim e Abbas, os piores criminosos do mundo, com a ajuda do Maníaco do Ácido, Homem Rato, Senhor das Bombas e Urubu Matador, assassinos impiedosos e conhecidos por suas táticas singulares.

Enquanto isso a Capoeirista Mascarada tenta combater o crime na medida do possível, mas não consegue repor a falta que Rudamon faz. Para mudar essa situação de total desespero e tentar trazer "à força" o herói de volta, Sahator, o mestre dos Waja-Hur, com o auxílio da Capoeirista Mascarada e de Dr. Carlos, coloca em prática um ritual para trazer Rudamon de volta, porém esse ato tem consequências: se Hor estiver perdido ou inconsciente em algum lugar do planeta Terra seu corpo é mandado exatamente para o local do Egito onde o ritual está sendo realizado, caso contrário, se estiver morto quem volta para salvar a população é Osorkon, pai de Hor e segundo Rudamon.

O mundo também se encontra em estado de alerta e choque com o tamanho da expansão do câncer entre os cidadãos. Para tentar reverter e dar um ar de esperança para a população doente e que gasta grande parte de seu pouco salário em remédios, a bióloga e pesquisadora Amanda Souza está em busca da cura, estando bem perto de descobri-la. Mas, é claro, que isso não será tão fácil quanto aparenta, pois os mafiosos lucram com os remédios vendidos e não podem deixar que uma possível cura se espalhe. Amanda se vê dividida entre dar atenção total ao seu trabalho, que se mantém com a doação de verba do governo, e acompanhar de perto a vida do filho, Antônio Carlos, já que ela leva em seu peito uma grande preocupação com o preconceito e os riscos que seu filho pode receber na rua por ser homossexual.

Embora a OSCM seja uma grande ameaça ao mundo e ao novo herói que ressurgirá, outros vilões também aparecerão para dificultar a paz mundial, sendo Apóphis e Seth (personagens já conhecidos dos livros anteriores) o centro de toda a maldade, agora com uma nova marionete: Asru, uma metamorfo ambiciosa que está sempre na companhia de seu fiel sagui de estimação, Sabef.

Através de uma narração em 3º pessoa e não-linear, a trama mescla o presente com lembranças e trechos das obras anteriores, este último sendo um ótimo mecanismo para aqueles que, assim como eu, não tem uma memória tão boa. É perceptível uma melhora na escrita do autor durante a trilogia, uma evolução, e isso é ótimo pois mostra o comprometimento que o autor tem com a sua história e sua motivação para sempre melhorar.

Assim como os demais livros do Demetrio, neste também há as famosas imagens representando os personagens, tornando a imaginação mais fluída e até mesmo mais fácil. Além da história principal, será explorado também outros arcos, como a infância de Osorkon e um pouco mais sobre o seu passado e relação em família. Não apenas Osorkon, mas também alguns vilões que são apresentados em livros anteriores voltam e revisitam a mente do leitor, trazendo várias referências.

O livro ainda explora em sua história:
- Os signos do zodíaco: acredito que houve por parte do autor uma pesquisa envolvendo os signos e suas características, pois é muito presente os traços dentro da personalidade dos personagens. Os signos fazem parte de cada personalidade, não sendo apenas citações superficiais, mas tendo embasamento na formação do personagem, e isso faz total sentido quando colocado em prática para causar certos atritos na história. Por exemplo, sabemos que Nadila é leonina e por isso ela tem um ego inflável e inesgotável, e isso causa uma grande confusão em determinada parte do livro. Para quem gosta de mapa astral e coisas do gênero, vai adorar o desenvolvimento do tema nesta história.

- Diversidade em seus personagens: neste terceiro livro da saga podemos perceber que o autor se preocupou em englobar mais diversidade. Entre os personagens, tanto principais como também aqueles mais secundários, temos uma mulher negra, uma mulher trans asiática e um grupo de amigos homossexuais, onde pertencem homens gays, mulheres lésbicas, pessoas trans e travestis. Senti falta de personagens gordos e ainda acho que o número de representatividade pode ser aumentado, mas acredito que a mudança está vindo e sendo acrescentada em seus livros. Além, é claro, de já ter implantado outras culturas no segundo livro da trilogia, o qual se dedicou a explorar a cultura cigana.

Mas, tem algumas coisas que não me agradaram no livro, como:
- Os termos repetitivos: há muitas palavras, termos e nomes repetidos durante a leitura, o que acaba atrapalhando ao invés de auxiliar. Uma repetição que poderia ser utilizada para dar ênfase, acaba por se transformar em uma maneira de entregar tudo mastigado ao leitor, e isso muitas vezes se torna irritante e desnecessário. Porém é algo que pode ser observado com mais cuidado e melhorado na revisão.

- O instalove: os romances que acontecem ao longa da saga em sua maioria são rápidos e precoces. Os personagens se apaixonam no primeiro olhar, nas primeiras palavras trocadas e logo estão morrendo de amores um pelo outro. Às vezes isso pode funcionar, mas nem sempre. Em alguns momentos isso começa a se tornar repetitivo e meio difícil de se acreditar. É um amor tão forte, intenso e que ninguém pode separar, que acaba se mostrando um pouco artificial. Em alguns momentos seria mais prudente levar mais tempo desenvolvendo o romance do casal, dando mais espaço e atenção, e não correr com a relação, dando como um casal de almas gêmeas. Esse detalhe pode não incomodar a todos, já que há leitores que gostam desse artifício de escrita. 

Minhas impressões finais
Lá para os dez últimos capítulos eu senti um avanço na escrita do autor, uma seriedade mais forte na maneira que abordou certos assuntos e finalizou a história. Por mais que eu ainda siga achando que seus livros sejam mais voltados ao público infantil e jovem, isso não impede de ser uma boa leitura para qualquer idade, seja adulto ou mais velho. Também sigo acreditando que é uma ótima fantasia nacional, que todos podem se identificar com algum personagem e apreciar a leitura.

Esse terceiro livro, assim como a característica presente do autor, traz muitos acontecimentos ao mesmo tempo e ao final deixa várias pontas em abertas, os possíveis ganchos para as próximas continuações. Eu gostei dos novos super-heróis que apareceram e também pude me identificar bastante com a Nadila, a identidade secreta da Capoeirista Mascarada, que com certeza é a minha personagem preferida. 

Outro ponto que também me chamou atenção foi o tamanho de diversidade que há no livro. Há personagens negros, homossexuais, asiáticos, trans e nada disso fica com a impressão de ser forçado ou inserido por obrigação. Infelizmente em alguns momentos e diálogos a impressão que fica é a presença de estereótipos gays, algo que poderá ser evitado na futura revisão e em uma leitura mais atenta do livro pelo próprio autor. Eu conversei com o Demetrio sobre isso e ele me explicou que a intenção dele em nenhum momento foi deixar os personagens estereotipados, mas seria uma maneira de mostrar que certas ações não devem ser mal vistas. Eu entendi o ponto que o autor quis ressaltar, mas mesmo assim ainda indiquei que certos pontos sejam reavaliados e, quem sabe, mudados. 

As ressalvas que eu tive já passei para o autor e, possivelmente, serão analisadas e repensadas, e eu fico muito feliz por ter esse contato com o Demetrio e sempre ser ouvida com atenção e carinho. Eu pretendo continuar acompanhando a saga dos Rudamon's e dos outros personagens, que possivelmente ganharão livros solos. Ainda mais porque um grupo de heróis foi criado ao final desse livro e eu preciso saber como serão as próximas aventuras e vilões. Estou bastante curiosa para ver os futuros desfechos para cada um deles. 

Rudamon III é uma fantasia nacional de super-heróis que deve ser lida e passada para os novos leitores. O livro é uma ótima maneira de prestigiar a Literatura Brasileira e incentivar os mais jovens a terem gosto pelo ato de ler. Deixo a saga de Rudamon como recomendação para todos.

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Este é um publipost, porém as opiniões acima continuam sinceras e verdadeiras, assim como as demais resenhas encontradas no blog.

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14 de fevereiro de 2018

MELHORES DO MÊS: Janeiro/2018


Olá leitores!
Desde o ano passado venho reparando e gostando de vídeos e posts dedicados a servirem como uma lista de itens mensais preferidos, nisso incluindo filmes, livros, música, entre outros temas. Como não costumo mais falar por aqui as minhas leituras do mês (mas agora estou colocando-as lá na página no primeiro dia de cada mês seguinte) e nem o que ando assistindo recentemente, geralmente só mostro o que assisti e li através de resenhas, decidi fazer um post mensal para os favoritos de cada mês, abordando os seguintes itens: um livro, um filme, um documentário, uma série, um game e uma música ou artista. Lembrando que em alguns meses o número de favoritos podem variar, podendo ser apenas um em cada item como também dois ou mais, caso aconteça.

Vamos aos meus favoritos de janeiro desse ano?

Tradução livre: "Só porque uma garota fala o que pensa, não significa que ela seja psicopata."
A minha série preferida do mês e que entrou para a lista de preferidos da vida foi Freaks And Geeks, fruto do quote da foto acima. Pretendo futuramente fazer um post especial para a série, já que me conquistou de um jeito profundo e intenso. Os personagens, cada qual com seus problemas pessoais e grupo de amigos, são carismáticos e engraçados, podendo ocorrer várias identificações e risadas ao longo dos episódios
Do lado dos Freaks, temos um grupo de amigos composto por Lindsay Weir (Linda Cardellini), a garota inteligente e "certinha" que decide se rebelar contra os normas e padrões da sociedade; Kim Kelly (Busy Philipps), a garota problemática da escola; Daniel Desario (James Franco), o "bad boy"; Ken Miller (Seth Rogen), o piadista do grupo; e Nick Andopolis (Jason Segel), aquele que vive "chapado" e ama música. Já do lado dos Geeks, há três melhores amigos: Sam Weir (John Francis Daley), irmão mais novo da Lindsay e protagonista das melhores caretas; Bill Haverchuck (Martin Starr), o garoto que usa óculos, é meio bobão e tem a melhor fantasia de Halloween; e Neal Schweiber (Samm Levine), cujo sobrenome ninguém nunca pronuncia certo.
Fica difícil escolher um grupo preferido ou um personagem que se goste mais, porém aqueles que mais me conquistaram foram o Nick, por causa da sua paixão pelo Rock N' Roll e por seus momentos com a bateria, e o Bill, que é estranhamente engraçado e fofo, a cena em que ele está assistindo televisão e rindo enquanto come é ótima! Freaks And Geeks é uma série que estou recomendando para todos e que tem uma das melhores aberturas de todas! Vale a pena maratonar e sentir saudade logo que terminar o último episódio. Além, é claro, das inúmeras referências nerds dos anos 80 que há e dos ótimos momentos de risadas que a história irá te tirar.

Agora mudando o assunto para cinema, vou citar dois filmes que eu gostei bastante de assistir: Já Não Me Sinto Em Casa Nesse Mundo, produção original da Netflix, e Artista do Desastre, estrelado e dirigido por James Franco.
Já Não Me Sinto Em Casa Nesse Mundo começa quando a casa de Ruth (Melanie Lynskey) é roubada e ela decide pedir ajuda ao vizinho Tony (Elijah Wood), o qual nunca teve contato, para ajudá-la a encontrar os ladrões e seus pertences. O plot pode parecer simples, mas para uma mulher como Ruth que não tem muitos amigos, é quieta e não costuma sair de sua zona de conforto, essa aventura acaba sendo mais uma experiência sobre auto descoberta do que propriamente para recuperar seu notebook, mesmo que ela perceba isso só depois. Há momentos engraçados, drama na medida certa e personagens carismáticos, um ótimo combo para tornar um filme agradável e divertido. Eu, no começo, não estava com grandes expectativas para assisti-lo, mas logo quando terminei vi que a escolha foi certeira. O longa é pequeno e rápido para aqueles momentos em que queremos um filme mais leve e com menos de 2h de duração. E dá para matar a saudade do Elijah, nosso querido e eterno Frodo.
O filme Artista do Desastre também mescla uma grande dose de drama com humor. Por causa do trailer e da história verídica que já conhecia, a qual serve como base para o longa, imaginei que o humor prevaleceria durante o filme, porém o drama se mostrou presente durante todo o longa, tendo momentos em que sentíamos até mesmo empatia por Tommy, personagem principal interpretado por James Franco, e aqui abro um parênteses para dizer o quanto o ator ficou parecido com o Tommy da vida real (por favor, procurem fotos e também se choquem como eu). Falando de forma reduzida, o filme irá contar a história real por trás da produção do filme cult The Room, dirigido, produzido, escrito e interpretado por Tommy Wiseau. Conheceremos as inseguranças de Tommy, seus sonhos e sua vontade de se tornar famoso. Involuntariamente e mesmo não sendo esse caminho que queria seguir, ele acabou por se tornar famoso entre os fãs do cinema cult e hoje é aclamado em sessões noturnas dedicadas a sua produção. O próprio Tommy ajudou o James Franco na elaboração do filme, fazendo com que tudo ficasse ainda mais biográfico e verdadeiro possível. Um filme que consegue tirar boas risadas e ao mesmo tempo criar empatia com um cara que nunca foi levado a sério.

No mês de janeiro só assisti a um documentário, mas automaticamente já entrou para os meus preferidos: Foo Fighters - Back and Forth. Para os fãs da banda Foo Fighters, o documentário é essencial para conhecermos mais sobre a trajetória da banda, os artistas entraram e saíram e a criação das músicas. Inicia-se com o fim do Nirvana e a reação de Dave Grohl à morte do amigo e vai até o momento em que o álbum Wasting Light é gravado, em 2011. Há muitas revelações sobre brigas entre os membros e ex-membros da banda, qual é o significado por trás de algumas músicas e os projetos paralelos que ocorreram ao longo dos anos. Aproveitem que ainda está disponível no catálogo da Netflix!

Reprodução: Google
Continuando pelo mundo musical, a minha música preferida de janeiro foi Moonlight, da cantora Grace VanderWaal, essa moça da foto acima. A música é animada e a cantora tem uma voz incrível! Admito que as demais músicas dela não me chamaram tanto a atenção, mas Moonlight ficou no meu repeat por várias semanas seguidas.

E mudando radicalmente de assunto, vamos ao game que mais adorei jogar no começo do ano, meu querido The Witcher 3. Não há muito o que falar sobre, pois já comentei sobre o mesmo aqui no blog no comecinho de fevereiro (clica aqui para ler), mas adianto que entrou para os preferidos e deixou saudades. Os personagens, a história, a criação de mundo, tudo se completou de um jeito perfeito e fez com que eu fosse arrebatada por Geralt de Rívia. Me assustei um pouco no começo e pensei que não daria conta de terminá-lo, por ter um mundo tão extenso e dezenas de missões secundárias, porém terminei até mais rápido do que imaginei e já quero jogá-lo novamente para descobrir novos rumos e desfechos. Se você está procurando algo para jogar e ainda não se aventurou ao lado do bruxo Geralt em busca de Ciri, esse é o seu momento!

Vamos ao último tema, porém não menos importante, o livro favorito do mês. Tive ótimas leituras em janeiro, mas com certeza a que se destacou foi Sejamos Todos Feministas, da autora Chimamanda Ngozi Adichie. Ainda não tive palavras para terminar a resenha e por isso estou enrolando para postá-la, mas de março não deve passar. Foi o meu primeiro contato com a Chimamanda e acredito que comecei de uma ótima forma. O livro é na verdade uma palestra que a autora deu em 2012 sobre feminismo e questões de gênero. Uma leitura obrigatória para todos, principalmente para as feministas e aqueles que querem saber um pouco mais sobre questões de gênero. Dei cinco estrelinhas no Skoob, mas se pudesse daria muitas mais!
Quais foram os favoritos de vocês do mês passado? Podem falar outros itens também, deixem como recomendação. Também digam se gostam desse tipo de post, pois pretendo fazer durante todo o ano de 2018, se der certo e eu não conseguir mais atrasar. Então, já assistiram, jogaram e/ou ouviram algo do que citei? Divide comigo nos comentários e vamos conversar!
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9 de fevereiro de 2018

Resenha: "Noites de Verão" - Luísa Aranha


Noites de Verão é uma antologia que reúne o total de 26 textos, intercalando entre contos e crônicas e sendo divididos em dois subtítulos: Causos e Prosas. 

No primeiro subtítulo, Causos, encontramos um leque diversificado de contos, onde grande parte focará em histórias sobre o cotidiano, o dia-a-dia de uma pessoa e encontros e desencontros do amor. Recheado com muito bom humor, esses contos irão intercalar em narrações em 1º e 3º pessoa. Já no segundo subtítulo, Prosas, o gênero utilizado pela autora será a crônica, explorando temas também como o cotidiano, o dia-a-dia e as fases da vida, mas colocando em foco situações que todos nós passamos, sejam boas ou ruins, felizes ou que tragam tristeza/raiva, tudo contendo uma dose de bom humor. Nesse caso, as crônicas são narradas em 1º pessoa.

A autora Luísa Aranha escreve no blog Causos & Prosas, daí já podemos ver uma grande ligação entre os dois nomes, do blog e da antologia. A escrita da Luísa tem um ritmo rápido, com fluidez leve e palavras de fácil entendimento, sendo assim adequado para um leque diverso de idadesO bom humor é frequente na maioria dos textos, fazendo com que o leitor se divirta e dê boas risadas com as histórias, algumas trazendo até mesmo um pensamento de identificação pessoal, pois pelo menos uma das situações retratadas já deve ter acontecido com você.

Os meus textos preferidos da antologia foram: 
O fim do papel higiênico e outras conspirações universais, sobre vários acontecimentos do dia-a-dia que nos deixam com muita raiva, mas que ao mesmo tempo arrancam gargalhadas no futuro. Esse em particular eu li justamente no dia em que um dos acontecimentos do conto havia me pregado uma peça, então, acabei rindo inconscientemente da minha "desgraça". Foi o meu preferido;

Dar perdas que a gente tem na vida, sobre perder alguém que amamos. Esse me tocou particularmente e intensamente, pois perdi alguém muito especial no ano passado e por isso me vi na dor e saudade da narradora;

Essa noite sonhei com você, um sonho lúcido sobre a necessidade da presença daquele alguém. Um texto bonito e cheio de saudade, que relata a vontade de estar no braço da pessoa amada;

Sou marciana, e daí?, um texto reflexivo e cheio de bom humor sobre uma ET que mora no Brasil, mas não se sente parte da população, pois tem muitos pensamentos diferentes do povo brasileiro. É engraçado e dá até mesmo para nos identificarmos com algumas situações citadas. Eu me identifiquei e involuntariamente me descobri como uma ET de outro planeta;

e A nossa sala de estar, um texto sobre ausência. É tocante, emocionante e com muita melancolia. Mostra a falta que uma pessoa faz e o vazio que é deixado pela ausência dela, como se tudo estivesse faltando, mas ao mesmo tempo tudo fizesse parte dela e lembrasse ela.
"O amor pode nunca ter um fim. Ele nos acompanha pra sempre e a gente só sabe que é amor de verdade quando, apesar de tudo, ele sobrevive. Atravessa a carne. Chega aos céus e volta à Terra em questão de segundos. E mesmo com desilusões, separações, dificuldades, pedras no caminho e montanhas enormes para escalar, ele sobrevive. E sobrevivendo se torna mais forte. Mais impetuoso e mais tranquilo também."

O que achei da antologia:
Foi o meu primeiro contato com a escrita da Luísa, a nova parceira aqui do blog, e acredito que foi uma boa maneira de começar. Eu gosto bastante de ler contos e crônicas e, ao meu ver, dá para conhecer muito bem a escrita do autor apenas tendo contato inicialmente com esses textos menores, para futuramente ingressar em romances e histórias mais elaboradas. Já tenho outras histórias da autora para ler e essa antologia me deu a curiosidade que eu precisava para começa-las.

Os textos são curtos e por isso acabam deixando um "gostinho de quero mais", como o que iria acontecer futuramente com os personagens ou como seria se a história tivesse uma continuação. Eu gostei do tamanho de cada história, até porque o livro tem mais de 20 no total e talvez ficasse muito cansativo se fossem textos mais extensos e complexos. Isso de ser curto faz com que a leitura pareça rápida e que avance uma grande porcentagem por página. Eu tive alguns problemas durante a leitura que não me fizeram ter uma leitura tão fluida como deveria, mas foi um problema pessoal, que logo explico abaixo, e que pode não se repetir com outros leitores. Então, a leitura irá fluir de acordo com a sua maneira pessoal de leitura, sendo até mesmo aquele estilo de livro que dá para ler todo em apenas um dia (caso você queira e tenha tempo sobrando).

Infelizmente há erros de revisão que me incomodaram em várias partes, como vírgula em lugar errado ou palavras escritas erradas, e a diagramação do e-book não está boa, ou pelo menos a que abriu no meu aplicativo do kindle não estava. O e-book estava desconfigurado e com os títulos junto aos textos, o que dificultava em saber quando terminava e começava. Teve até um momento singular em que li três contos seguidos pensando que era apenas um, pois o título emendava no parágrafo e não dava para distinguir. Tive que fazer a leitura novamente e agora da maneira certa. Isso me incomodou e me atrapalhou. Arrisco até em dizer que esse foi um dos motivos para a minha leitura ter sido tão lenta, mesmo o livro tendo em torno de só 65 páginas.

Mas no geral foi uma boa experiência de leitura, pois foi algo mais leve, sem forçar a mente e para me absorver um pouco de histórias mais intensas e "perturbadoras" (que mexeram profundamente comigo durante o ano passado e não saíram da minha cabeça). Foi essencial para acalmar meus nervos depois do fim de período da faculdade e iniciar as férias, já que li no mês de dezembro. Uma ótima indicação para aqueles que procuram por uma história leve, rápida, engraçada e que pode lhe tirar de uma ressaca literária.

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"Se todas as coisas no mundo se movem, por que nós temos que ser estáticos?"

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6 de fevereiro de 2018

#Clarice-se: Cem Anos de Perdão (JANEIRO)


Um pouco sobre o conto:
Duas meninas brincam nos arredores ricos de Recife, um local onde as casas são maiores, mais belas e cercadas por jardins verdes e prósperos. A história inicia quando uma das crianças decide roubar uma rosa de um jardim proibido, tendo total cuidado para não ser flagrada e nem percebida. Ao longo da narração, que tem como foco 1º pessoa, através do olhar da pequena "ladra" sabemos que os roubos não ficaram apenas em rosas, mas também se estenderam para as pitangas caídas ao chão dentro de um cercado. E para a garota está tudo bem, pois no futuro há um perdão para ela.

Embora o conto possa aparentar ser apenas a história de uma criança que começa a cometer furtos, seu significado vai além disso. É com muita maestria que Clarice Lispector, através das entrelinhas e para as percepções mais atentas, encaixa temas como sexualidade e perda da inocência. Ao lermos o conto com outros olhos, pensando sobre a sexualidade aflorada e o primeiro contato com a mesma e sobre o momento em que a inocência se perde, percebemos o quanto profundo e realista um texto pode ser, mesmo que indiscretamente.

Para aqueles que não fisgaram esses pequenos indícios de referências durante a leitura, indico que leiam essa análise, do site Passei Web, e releiam o conto com uma atenção redobrada e com um olhar mais crítico em cima das palavras. Eu fiz dessa maneira e consegui ter uma experiência de leitura ainda mais agradável e reveladora na segunda vez.
"Quem nunca roubou não vai me entender. E quem nunca roubou rosas, então é que jamais poderá me entender. Eu, em pequena, roubava rosas."

O que extrai da história:
À princípio não enxerguei a sexualidade explicita no conto. Só a entendi depois de ler a análise e perceber que certos termos realmente remetiam a descoberta da sexualidade pela parte da narradora. As palavras cuidadosamente escolhidas pela autora, os termos e frases que remetiam a primeira vez que descobriu a sexualidade, seja com um parceiro ou sozinha, só fizeram sentido para mim após uma segunda leitura, agora dando mais atenção aos detalhes e ao que havia lido na análise. Realmente a sexualidade está presente no conto e a maneira que a autora impõe isso é maravilhoso. Como sempre a Clarice conseguiu tratar de assuntos tabus, muitas vezes polêmicos quando tratam-se da vida particular e pessoal da mulher, de um jeito único e que traz reflexões.

Quanto a perda de inocência, acredito que captei de uma forma mais simples durante a primeira leitura, não tendo visto tanta profundidade à primeira vista. Eu vi a inocência se desmanchando quando a menina soube o que era roubar. Quando ela sentiu o prazer de tirar algo do seu habitat e torná-lo algo totalmente seu, sua propriedade, o segredo que dividia apenas com a amiga. Para mim, isso foi a questão da perda de inocência, exatamente o momento em que ela se sentiu dona do mundo e segura o bastante para pegar algo que não era seu.

A minha leitura foi satisfatória e agradável. No decorrer da primeira leitura senti adrenalina, tensão e, ao mesmo tempo, pesar junto com a narradora. Um pesar por saber que uma garota havia se rendido aos atos criminosos e que a rosa e a pitanga poderia ser apenas o começo. Mas ao finalizá-la pela segunda vez consegui sentir toda a carga emocional que a autora pretendia. Uma leitura que abre os olhos para as coisas mais simples e nos faz debater sobre caráter, sexualidade e inocência.

Clarice quebra padrões e surpreende com sua ousadia na época. Em uma década em que as mulheres eram silenciadas e influenciadas por textos românticos e clichês, a autora mostrou o seu potencial e provou que mulheres também sabiam escrever textos profundos e recheados de significados, cravando na Literatura Brasileira o seu lugar merecido e prestigiado. Cem Anos de Perdão, assim como suas demais histórias, faz pensar e perceber o quanto ainda é difícil dentro da sociedade falar sobre a sexualidade feminina, algo que ainda é considerado absurdo para muitas pessoas. Um assunto que deveria estar mais em pauta na atualidade e nos ensinamentos habituais das nossas meninas, mostrado como algo simples e normal.

Você poderá encontrar o conto Cem Anos de Perdão nos seguintes livros: em Clarice Lispector - Todos os Contos, publicado em 2016 pela editora Rocco; e em Felicidade Clandestina, de 1971, também da mesma editora.
"Nunca ninguém soube. Não me arrependo: ladrão de rosas e de pitangas tem 100 anos de perdão. As pitangas, por exemplo, são elas mesmas que pedem para ser colhidas, em vez de amadurecer e morrer no galho, virgens."

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1 de fevereiro de 2018

Eu joguei: The Witcher 3 - Wild Hunt

Reprodução: Google
Olá leitores!
Sei que sumi com os posts sobre games, mas acabei me dedicando à saga de Assassin's Creed e esquecendo de comentá-los por aqui (em breve esses posts aparecerão). Dei uma pausa no Assassin's Creed Rogue e parti para jogar The Witcher 3, o qual meu namorado é fã e estava ansioso para acompanhar novamente o destino de Geralt agora pelas minhas mãos.

Admito que no começo eu resisti para ingressar no mundo dos Bruxos, até porque o vício nos Assassinos estava grande e imperando em mim. Mas quando me rendi foi incrível! Comecei aos poucos, jogando com grandes intervalos e intercalando com outro game, mas quando engatei na história só queria encontrar logo a Ciri e ver como o meu final iria se desenrolar. Posso dizer que comecei o ano de ótima forma finalizando o game, mas ao mesmo tempo já me sinto com saudades dos bruxos que conheci, as feiticeiras que ajudei, os camponeses que salvei e os caminhos que me levaram até o reencontro esperado.

Reprodução: Google
Sobre a história do Geralt:
Chegou a era da extinção de bruxos e poucos ainda vivem através do tempo, podendo ser encontrados de cidades em cidades realizando os contratos e matando os monstros que assolam o povo. Geralt de Rívia é um entre os quatro que ainda leva o nome da Escola do Lobo consigo e no cordão que usa ao redor do pescoço. 

Embora bruxos sejam conhecidos por não sentirem emoções, por causa do processo que sofreram para se tornarem tal, Geralt nutre um grande carinho por Ciri, uma garota que criou como se fosse a sua própria filha, sangue de seu sangue. Ensinou truques de batalhas, a como usar uma espada e a se defender sozinha. E juntos, ao lado da feiticeira Yennefer, o trio se tornou uma família completa.

The Witcher 3 inicia quando Ciri some por um longo período sem deixar notícias, cabendo a Geralt ir atrás da moça, agora uma mulher, e trazê-la de volta para casa sã e salva. A jornada do bruxo durante o game não se fixará apenas nessa busca, com o processo de investigação para saber o real motivo de seu sumiço, mas também irá explorar a relação de ambos, o amor que sente por duas mulheres ao mesmo tempo (e o quanto isso pode ser complicado) e o encontro com velhos e novos amigos.

Cada personagem tem sua própria carisma e profundidade:
A história não se atenta em apenas explorar o personagem principal, mas "cava fundo" até mesmo nos mais secundários ou aqueles que têm uma participação curta. Cada personagem, por mais rápido que apareça, tem sua própria história de vida e uma história de relação com o Geralt, alguns conhecidos há mais tempo, outros tendo pela primeira vez o contato com o bruxo.

Chega a ser impossível você não se cativar ou até mesmo se apegar pelos personagens mais improváveis. Eu, por exemplo, criei um grande carinho pelo Zoltan, um anão amigo de Geralt, que tem momentos chaves ao lado do bruxo e uma história longa de amizade; fiquei dividida em relação ao Barão Sanguinário, que tem uma história impactante, triste e um pouco revoltante; gostei do bruxo Lambert, que vive trocando palavras nada carinhosas com o Geralt, incluindo palavrões e xingamentos, tornando assim a amizade dos dois ainda mais verdadeira e até engraçada; e me encantei pela Triss, uma feiticeira amorosa e muito poderosa, tanto em poder como também em carisma.

Assim como também, de um jeito ou de outro, terá algum personagem o qual você não irá se familiarizar e poderá até mesmo odiá-lo. Para mim, os personagens mais "odiáveis" foram o Dijkstra, que me tirou do sério algumas vezes, principalmente por causa da maneira nada amigável que tratava o Geralt (por mais que o jeito dele fosse assim com todos); o Emhyr var Emreis, imperador de Nilfgaard, o qual eu sempre omitia várias informações, pois não me agradava o seu ar de superior e arrogância; e o Filha da Puta Júnior, que eu odiei com todas as minhas forças por inúmeros motivos, mas o principal por ser tão babaca.

Porém, os humanos não são os únicos que se destacam, sendo em sua maioria crus, sedentos por sangue e o verdadeiro mal que invadem o mundo. Há também os monstros, bons e ruins, grandes e pequenos, que matam ou acolhem, em sua totalidade marcantes. Os meus preferidos, por exemplo, eram os trolls. Muitas vezes eu opitava por convencê-los ao invés de matá-los, deixando a luta para último caso. Cheguei até mesmo a ajudar alguns e conversar com outros. Era engraçado e eu adorava.

A jogabilidade do game:
Confesso que sofri um pouco de dificuldade no começo, pois são diversas ações diferentes com a espada, escolha de magias e montagem de equipamentos. Mas, pelo menos comigo, sempre acontece de ter uma certa dificuldade no início de todo game, já que preciso de tempo para me familiarizar com a jogabilidade e os controles do personagem. Ainda mais quando são tantos símbolos e opções diferentes. Por exemplo, eu demorei para conseguir assimilar os símbolos das magias de acordo com cada uma delas. E quando eu pensei que já sabia, às vezes ainda errava qual era qual. Isso eu aprendi com o tempo, porém, acabei me adaptando mais à ordem de como se posicionava cada escolha do que ao símbolo próprio. Embora tenha ocorrido dificuldades para mim, acredito que aqueles que têm mais contato com games no estilo RPG se sintam à vontade e confiantes com a jogabilidade de The Witcher

Algo que gostei, e já tinha experimentado em Life is Strange, foi a escolha nos diálogos, ou seja, as suas escolhas formarão a caminhada e o final do seu personagem, o futuro de Geralt estará, literalmente, nas suas mãos e você o fará acontecer. Por isso é importante se atentar a como você quer que o bruxo haja e quais falas combinam mais com isso. Não apenas a maneira que você convive com os outros, mas também as suas decisões e atos terão um grande peso nas consequências que aparecerão no futuro e nas próprias missões. O jogo é composto por dezenas de finais alternativos, portanto depende de você torná-lo amargo ou alegre. Admito que o meu desfecho me deixou feliz ao mesmo tempo que também fiquei triste, me fazendo repensar em vários atos do passado e me arrependendo por alguns.

Eu joguei no PlayStation 4, mas você também pode conferi-lo através do PC e Xbox One. Além do game, também há duas expansões: Blood and Wine e Hearts of Stone. Ainda não joguei nenhuma, mas pretendo em breve. Dizem que as expansões são tão extensas e envolventes como a história original, o que acaba trazendo grande expectativa. 

Reprodução: Google

É importante também citar sobre as paisagens e fotografia do jogo.

O mundo que cerca The Witcher 3 é imenso, expansivo, imersivo e lindo! A cada local que você vai é uma paixão diferente e com suas próprias características! Você verá diferenças, semelhanças e aspectos que chamarão sua atenção, às vezes tendo até mesmo aquele lugarzinho preferido e que mais lhe encantou. Meus lugares preferidos foram Novigrad, uma cidade que na parte da manhã era bem iluminada, composta por diversas barracas e estabelecimentos abertos, e a noite havia bêbados e festeiros pela rua; e Kaer Morhen, onde fica a Escola dos Lobos, cercada por montanhas e neve. 

Entrou para a lista de favoritos?
Sempre que ouço que alguém já jogou a The Witcher 3, a pessoa sempre o coloca na lista de favoritos. Sem ressalvas. É sempre assim. Se você já jogou, então muito provavelmente o terá como os melhores. À princípio imaginei ser exagero, mas soube que era verdade quando chegou a minha vez de jogá-lo. É claro que já tenho os meus games queridinhos e não os troco por nada e nem ninguém, mas com toda a certeza o Geralt e a Ciri ganharam um grande espaço no meu coração e entraram para o ranking de preferidos. Não só os personagens contribuíram para isso, mas também a criação de mundo e a história em si, que me tocou e me deixou emocionada em vários momentos. É uma game completo que traz uma experiência magnífica e arrebatadora. Você irá finalizá-lo querendo imediatamente voltar a esse mundo. E agora eu entendo o motivo de ser aclamado pelas críticas como o melhor jogo de todos os tempos.

The Witcher 3 - Wild Hunt é o terceiro game da franquia, porém não torna necessário que o jogador tenha tido contato com os anteriores, pois além de termos no menu cada personagem e sua história, vamos descobrindo aos poucos sobre o passado de Geralt e daqueles que o cercam, sendo assim uma história totalmente compreensível e sem que haja perdas de acontecimentos e detalhes. Eu, por exemplo, tive o meu primeiro contato com a saga através deste, sem ter jogado os anteriores ou lido os livros. Mesmo assim consegui criar um carinho por cada personagem e conhecer a sua história como se já fossemos velhos conhecidos. Além, é claro, de adorar parar em tavernas e abordar comerciantes para uma partida de Gwent, uma disputa de baralho original e viciante com uma música animada que gruda na cabeça.
Sei que posso estar um pouco atrasada em só conhecer agora a história do Geralt, pelo menos com mais detalhes e embasamento, mas me digam: vocês já jogaram The Witcher 3? E se sim, como foi a sua experiência? Aproveita e me conta nos comentários como foi o seu final no game e qual é o seu personagem favorito! Admito que fico dividida entre responder Geralt ou Ciri, mas gosto de dizer o nome de ambos, afinal os dois me marcaram de formas diferentes e serão inesquecíveis para mim.

Também deixo aqui um vídeo sobre The Witcher 3 do canal Nautilus, sem spoilers e mostrando com detalhes minuciosos a beleza do game. Só para deixá-los mais ansiosos e com vontade de jogar.


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26 de janeiro de 2018

Estou com ressaca literária, e agora?


O mais importante a se fazer quando se entra em uma ressaca literária é: não se desespere. Vamos primeiramente lembrar que ficar de ressaca literária não é algo destruidor ou impossível de ser revertido, muito menos é o fim do mundo, mas que aos poucos é algo que vai embora, assim como tudo que é ruim e te traz angustia. Temos que colocar em nossas mentes que ler deve ser um ato prazeroso e por isso não deve ser cobrado a força ou por pressão, sendo assim normal haver momentos em que não estamos dispostos a engatar uma leitura ou começar um novo livro. 

Você já pensou que essa ressaca pode ser uma mensagem de socorro que a sua mente está lhe passando? Às vezes, justamente por se forçar a ler mais de 100 livros por ano e 20 por mês, a sua mente começa a se sentir cansada, exausta, precisando dar um tempo. Sendo assim essencial que uma pausa nas leituras ocorra, ao menos por alguns dias. Não é legal se privar de sono para ler mais, pois assim as dores de cabeça e o cansaço nas vistas virão. Por isso, quando a sua mente pedir por um descanso, dê esse privilégio a ela e a você mesmo.

Lembre-se de não se pressionar e nem se forçar a ler. Use esse momento para fazer outras coisas: assistir a um filme, maratonar uma série, colocar em prática aquele DIY que você adorou, escrever poesias e/ou crônicas, testar um tutorial de maquiagem, sair com os amigos ou apenas repor as noites de sono que você passou em claro por tantos motivos diferentes (seja lendo ou por causa de insônia, por exemplo). Depois que você se sentir mais leve e perceber que é o momento de adentrar em um novo mundo, lá vamos nós escolher um título que mais nos chama a atenção e sair da tão temida ressaca literária. Apenas não se privem de outras coisas em prol da leitura e não se destrua por precisar de um tempo com a mente livre.

Reprodução: Google
Se agora vocês internalizaram que não deve haver pressão sobre si mesmo, podemos prosseguir para as dicas de leituras que te ajudarão a apreciar novamente o mundo literário.

1. Leia o que você gosta.
Pode ser uma releitura ou um livro novo do seu gênero preferido, o importante é pegar um título que você tem a certeza que lhe trará boas sensações durante a leitura e ao final você terá adorado. Seja revisitando um mundo mágico que você leu no passado e adorou ou escolhendo um novo na estante que você tem a certeza que irá lhe encantar. Não importa se é novo ou velho, contemporâneo ou clássico. Leia aquilo que te chama a atenção e que já no título ganhou o seu coração. Acredito que uma leitura prazerosa e cinco estrelas para você te colocará novamente ativa dentro do universo literário, trazendo de volta todo aquele "gás" para engatar novamente nas metas de leitura.

2. Leia contos/crônicas/poemas.
Geralmente antologias de contos, crônicas e poemas são rápidos de ler e têm uma linguagem fluida, o que faz com que você leia muito em pouco tempo. Além disso, esses gêneros literários também são ótimos para serem lidos aos poucos, com total atenção e apreciação, feito para serem degustados com o tempo, então mesmo que você leia uma história por dia ainda estará trazendo o melhor de cada uma para si. Caso você não tenha o hábito de ter contato com esses gêneros, deixo como indicação os contos e poemas do Edgar Allan Poe, caso você goste de suspense e mistério; os livros de poemas Outros Jeitos de Usar a Boca e A Princesa Salva a Si Mesma Neste Livro, ambos com a mesma temática de poesia; os contos da Clarice Lispector; os contos do H. P. Lovecraft para aqueles que adoram terror cósmico; e o livro Escuridão Total Sem Estrelas, do Stephen King, que contém 4 contos incríveis.

3. Leia HQs.
HQs são rápidas de ler e, geralmente, muito prazerosas, ainda mais por ter um aspecto mais visual e que auxilia bastante na imaginação. Por isso são ótimas para intercalar entre leituras mais intensas e para abrir um momento para respirar. Acredito que se você encontrar uma que toque o seu coração será difícil não acompanhá-la ou não se interessar em conhecer outras. Para aqueles que não se familiarizam com histórias de super-heróis não se preocupem, pois há diversos quadrinhos que não englobam esse tema, tendo assim uma diversidade grande de temas e gostos. Eu indiquei algumas por aqui no blog, você pode conferir clicando aqui, mas também deixo como recomendação: Hellblazer, Nimona e Ms Marvel para os fãs de super heróis; Persepólis, Maus, Soppy, Repeteco, Placas Tectônicas, O Diário de Anne Frank e Retalhos para sair da zona de super poderes.
A intenção verdadeira desse post é tentar abrir os olhos dos leitores para que cada um entenda que não há problema e nem mal em não conseguir ler tanto quanto os booktubers famosos conseguem (lá para os seus 10 ou mais livros lidos mensais) e muito menos por não conseguir ler nenhum no mês. Tem meses que eu leio só um livro e para mim está bom, pois sei que não reajo bem à pressão, então ler algo sendo obrigado acaba causando uma experiência ruim para mim. Prefiro ler apenas um livro por mês ou apenas um conto do que ler inúmeros livros e não me sentir bem com nenhuma história. Espero que daqui para frente vocês também pensem assim e valorizem mais suas leituras, pois cada uma merece um tempinho a mais e único ao seu lado.
Entretanto, agora é a vez de vocês me falarem: quais dicas e leituras recomendam para aqueles que estão nessa crise de ressaca literária e o que fazem quando estão nessa situação? Eu, particularmente, tento pegar uma leitura menor e mais leve, de preferência um romance clichê ou um quadrinho, para compensar os momentos que não li e para me envolver melhor na história. Compartilhem também se vocês gostam desse tipo de post com o intuito de uma conversa e para dividir ideias e dicas. Pois assim poderei trazer outros futuramente.


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